Putin apoia Abbas como líder legítimo dos palestinos

Rússia é o único membro do Quarteto de Madri que tem contato com o Hamas, facção que domina Gaza

Efe,

31 Julho 2007 | 08h28

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, mostrou seu apoio nesta terça-feira, 31, ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, como líder legítimo dos palestinos e manifestou sua confiança de que possa restabelecer a unidade.   "Quero garantir que a Rússia o apoiará como líder legítimo do povo palestino. Tenho certeza de que o senhor fará tudo o possível para restabelecer a unidade do povo palestino", disse Putin, citado pelas agências russas, ao receber Abbas no Kremlin.   O presidente russo ressaltou ainda que a postura de Moscou frente ao conflito palestino-israelense continua a mesma. "Nossa posição não muda. Pronunciamo-nos de maneira conseqüente pela defesa dos direitos legítimos do povo palestino, incluindo a criação de seu próprio Estado independente", disse Putin. O presidente da ANP pediu que todos os "Estados amigos" prestem socorro humanitário ao povo palestino, incluindo o setor da Faixa de Gaza, que está sob poder do movimento islâmico Hamas. "Apesar do golpe de Estado na Faixa de Gaza, sentimos nossa responsabilidade pela defesa de nosso povo e pedimos aos Estados do mundo, aos Estados amigos, que enviem ajuda humanitária ao povo palestino", disse Abbas. Abbas afirmou ainda que as autoridades da ANP "fizeram e fazem tudo o possível para garantir um mínimo de vida digna ao povo palestino".   Mediadores internacionais   A Rússia participa do chamado Quarteto de mediadores do Oriente Médio junto com EUA, União Européia e ONU. Apesar disso, Moscou ainda mantém contato com líderes do Hamas. O país é o único entre os quatro integrantes do chamado Quarteto a fazê-lo.   Abbas dissolveu o governo que era controlado pelo Hamas depois que o grupo islâmico erradicou, em 14 de junho, as forças da facção laica Fatah da Faixa de Gaza.   Grande parte da comunidade internacional, inclusive os EUA, exige que o Hamas renuncie à violência, reconheça o direito de Israel a existir e respeite tratados de paz prévios.   Matéria ampliada às 08h50.

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