Putin sugere que EUA promovem campanha contra iraquianos

Presidente russo ressalta que governo americano deveria definir uma data para a retirada do Iraque

Agências internacionais,

18 de outubro de 2007 | 12h20

O presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu nesta quinta-feira, 18, que a incursão do Exército americano no Iraque transformou-se em uma campanha contra o povo iraquiano. Ele ainda afirmou que o governo dos Estados Unidos deveriam marcar uma data para retirar suas forças do país. Durante a entrevista anual cedida pelo presidente, em que ele responde perguntas da população em rede nacional, mais de um milhão de russos se candidataram para fazer perguntas a Putin. Este é o sexto ano consecutivo dessa entrevista, provavelmente a última do gênero antes de o chefe de governo encerrar seu segundo mandato, no ano que vem.  O líder russo disse estar de acordo com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em que o contingente internacional só poderá sair do Iraque quando a direção do país "for capaz de manter a situação em um regime estável". Porém, Putin disse que é "inadmissível perpetuar o regime de ocupação iraquiano". "O Iraque é um país pequeno, que mal pode se defender e possui grandes reservas de petróleo. Nós vemos o que está acontecendo por lá. O Exército americano aprendeu a atirar por lá, mas não estão sendo capazes de proporcionar a ordem aos cidadãos". "Você pode derrubar um regime tirano, mas não faz o menor sentido lutar contra um povo". "Discordarmos no que diz respeito a ele acreditar que uma data de retirada não deve ser marcada", afirmou o presidente. "Graças a Deus a Rússia não é o Iraque", declarou Putin a um espectador que perguntou sobre a suposta intenção norte-americana de controlar os vastos recursos naturais da Sibéria.  "(A Rússia) é forte o suficiente para proteger seus interesses dentro do território nacional e, por sinal, em outras regiões do mundo. O que estamos fazendo para aumentar nossa capacidade de defesa é a escolha correta, e vamos continuar fazendo assim."  O presidente russo também mencionou o "grande fardo" dos países europeus que têm forças militares no Afeganistão, peso "tanto material quanto moral e político". "A Rússia faz tudo o possível para apoiar os países que participam dos esforços para estabilizar a situação no Afeganistão", disse.

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