Quarteto quer que Israel 'congele' construção de novos assentamentos

Mediadores das negociações pedem para que 'nenhuma decisão unilateral seja tomada'

Efe

19 de março de 2010 | 08h28

 

MOSCOU - O quarteto de mediadores para o Oriente Médio pediu nesta sexta-feira, 19, ao governo de Israel que "congele" a construção de todos os seus assentamentos e solicitou aos palestinos para que não cometam atos que possam atrapalhar o início das negociações indiretas entre as partes.

 

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"O Quarteto convoca o governo de Israel a congelar todas as suas atividades para a construção de assentamentos (...), desmantelar todos os assentamentos levantados desde março de 2001 e parar de demolir edifícios e despejar gente em Jerusalém Oriental", diz a declaração assinada pelo Quarteto, formado por Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia, em Moscou.

 

O documento foi lido em entrevista coletiva ao término da reunião dos mediadores pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O quarteto condenou a decisão do governo de Israel de construir novos imóveis na parte árabe de Jerusalém e pediu para que as duas partes mantenham a calma, abstenham-se de "ações provocadoras" e deixem de lado a "retórica incendiária".

 

"As ações unilaterais adotadas por qualquer uma das partes não devem se antecipar ao resultado das negociações e não serão reconhecidas pela comunidade internacional", ressalta a declaração. Os mediadores destacaram que o status de Jerusalém deve ser determinado por negociações entre ambas as partes.

 

Ao mesmo tempo, o quarteto demonstrou satisfação com a possibilidade de negociações indiretas entre israelenses e palestinos e ressaltou que estas serão "um passo importante rumo ao reatamento sem condições prévias das negociações bilaterais diretas".

 

O grupo de mediadores expressou seu convencimento de que estas negociações devem chegar, em até 24 meses, a um acordo que ponha fim ao conflito e leve à criação de um Estado palestino democrático que viva em paz com Israel e outros países vizinhos. "Faremos tudo o que está em nossas mãos para fazer com que as partes comecem conversas indiretas e, depois, diretas", disse o ministro de Assuntos Exteriores da Rússia e anfitrião da reunião do quarteto, Serguei Lavrov.

 

O chefe da diplomacia russa manifestou sua esperança de que "Israel entenda a posição do quarteto". "A declaração é muito clara. Defendemos o começo de conversas indiretas", disse a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ao ressaltar que isso serve aos interesses de Israel e dos palestinos.

 

Também participaram da reunião em Moscou a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e o representante especial dos mediadores, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair.

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