Quarto voluntário do Crescente Vermelho é assassinado na Síria

Um voluntário da organização humanitária não-governamental Crescente Vermelho foi morto no seu primeiro dia de trabalho na Síria, informou a entidade no sábado. Este é o quarto trabalhador envolvido em ajuda humanitária a morrer num momento em que a revolta no país se torna mais violenta.

REUTERS

23 de junho de 2012 | 15h52

Bashar al-Youssef, 23, levou um tiro na cabeça na sexta-feira enquanto vestia um uniforme que claramente exibia o símbolo do Crescente Vermelho Árabe Sírio, a organização disse num comunicado.

"“Estamos chocados com a morte de Bashar, é totalmente inaceitável", disse Abdul Rahman al-Attar, presidente do Crescente Vermelho Árabe Sírio.

Youssef trabalhava em Deir Ezzor, província em situação crítica no leste da Síria, onde civis têm sido alvo de bombardeios do conflito entre forças de segurança e rebeldes contrários ao presidente sírio Bashar al-Assad.

A identidade do assassino de Youssef não foi revelada.

Trabalhadores do Crescente Vermelho frequentemente são pegos na linha de fogo, e às vezes são vistos com desconfiança tanto pelos leais a Assad quanto pela oposição, que suspeita da neutralidade da organização em um conflito cada vez mais descrito como uma guerra civil.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sigla em inglês) reforçou a importância que trabalhadores humanitários na Síria não sejam feridos num comunicado conjunto com o Crescente Vermelho.

"“Isso ocorre num momento em que o ICRC e o Crescente Vermelho Árabe Sírio são virtualmente as únicas organizações em condição de trabalhar em áreas afetadas pela violência na Síria", disse Alexandre Equey, chefe da delegação do ICRC no país.

Trabalhadores do Crescente Vermelho na Síria lamentando a morte de Youssef iniciaram uma campanha de conscientização no Facebook, usando uma foto de um jovem sorridente em seu uniforme vermelho ao lado de fotos de três voluntários mortos anteriormente. Uma quinta foto de um trabalhador com uniforme aparece com um rosto em branco e um ponto de interrogação, com a legenda “o "próximo mártir".

(Reportagem de Erika Solomon)

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