Quatorze sauditas detidos em Guantánamo são repatriados

Reino tenta ainda a repatriação de outros sauditas, cerca de 25 pessoas, que permanecem em Cuba

EFE

10 de novembro de 2007 | 06h50

Quatorze sauditas que permaneciam detidos na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, foram repatriados neste sábado a Riad. Com isso, sobe para 46 o número de sauditas entregues ao reino desde meados de julho. Os 14 repatriados chegaram esta madrugada a Riad e seus nomes foram divulgados pela agência de notícias saudita "SPA". O ministro do Interior saudita, príncipe Naif bin Abdul Aziz, assinalou que o reino wahhabista "aplicará as leis" a essas pessoas, em alusão a que serão submetidas a interrogatórios para decidir se serão postas em liberdade ou não. Além disso, assinalou que o reino continuará os esforços para conseguir a repatriação dos sauditas que permanecem em Guantánamo, cerca de 25 pessoas.  Um porta-voz do Ministério do Interior afirmou que os familiares dos repatriados foram informados de seu retorno, e que as autoridades adotarão as medidas necessárias para facilitar seu encontro. Com sua chegada a Riad, sobe para mais de 100 o número de sauditas que foram repatriados. As autoridades locais asseguram que 70% dos que estavam detidos em Guantánamo foram postos em liberdade após comprovar que não possuíam relação com grupos ou ações terroristas.  Riad também tinha recebido os corpos de três de seus cidadãos que, aparentemente, se suicidaram em suas celas em Guantánamo, o último deles em 31 de maio. A Arábia Saudita aplica um programa chamado "Munasaha" (Aconselhar), cujo objetivo é explicar as doutrinas do Islã aos detidos por extremismo religioso a fim de acabar com o apoio às células pertencentes à Al Qaeda no país. O reino wahhabista é um dos principais aliados árabes dos EUA e colabora com Washington na luta contra o terrorismo desde os atentados de 11 de Setembro.

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