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Mohammed Salem/Reuters
Mohammed Salem/Reuters

Quatro ficam feridos em ataque aéreo de Israel contra Faixa de Gaza

Ataque foi resposta a militantes palestinos que lançaram um foguete contra cidade israelense

Reuters,

30 de julho de 2010 | 17h56

GAZA- Israel lançou nesta sexta-feira, 30, ataques aéreos sobre a Faixa de Gaza, de acordo com fontes, horas depois que um foguete disparado do território palestino atingir a cidade de Ashkelon.  

 

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Palestinos afirmaram que um avião de guerra israelense atingiu um campo de treinamento do Hamas, que controla a faixa. Fontes médicas afirmaram que quatro pessoas ficaram levemente feridas.

 

Mais cedo nessa sexta, militantes palestinos em Gaza lançaram um foguete contra Ashkelon, na costa mediterrânea israelense.

 

Ninguém se feriu no ataque, mas ele interrompeu a calma de quase um ano na cidade israelense que fica a apenas 12 km de Gaza.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel levou o foguete lançado contra Ashkelon "muito a sério". O artefato quebrou janelas de um bloco de apartamentos e danificou carros estacionados em uma área residencial da cidade.

 

Um porta-voz da polícia afirmou que o foguete era de origem chinesa, com maior carga e alcance dos que geralmente eram lançados quase diariamente até a ofensiva israelense de três semanas no fim de 2008. "Como você vê, centenas de pessoas vivem aqui. É muita sorte que ninguém tenha morrido", disse Benny Vaknin, policial de Ashkelon.

 

Em um comunicado, o coordenador especial da ONU, Robert Serry, disse que "foguetes lançados indiscriminadamente contra civis são completamente inaceitáveis e constituem um ataque terrorista". Segundo Serry, o Hamas não pode autorizar militantes violentos a minar progressos nas conversações entre Israel e palestinos.

 

Conversações de paz

 

Nenhum grupo de Gaza reivindicou a responsabilidade pelo ataque dessa sexta. O Hamas afirmou que está tentando conter militantes que atiram foguetes contra Israel, mas grupos pequenos continuam a lançá-los.

 

A violência dessa sexta ocorre enquanto são feitos esforços diplomáticos para persuadir o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, a aceitar o início de conversações de paz diretas com Israel.

 

Abbas tem negociado indiretamente com Netanyahu por dois meses com a mediação dos Estados Unidos e sob pressão para iniciar um diálogo direto antes do fim de setembro.

 

Na quinta, a Liga Árabe se reuniu e deu sinal verde para que Abbas inicie conversações diretas com Israel apenas quando achar o momento apropriado. O Hamas rejeitou a decisão, qualificando-a como uma "sina política".

 

Israel também enfrenta pressão da Comissão de Direitos Humanos da ONU para levantar seu bloqueio militar a Gaza e autorizar um comitê independente a investigar o assalto israelense a uma frota humanitária que deixou 9 mortos em 31 de maio.

 

O Estado judeu aliviou o bloqueio da entrada de bens na faixa, mas insiste que o bloqueio naval é necessário para prevenir a entrada de armas no território palestino.

 

Atualizado às 20h53

 

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