Quatro soldados americanos morrem no Iraque

Atentado com bomba mata 11 civis e fere outros 19 em Bagdá; nenhum grupo assumiu a autoria da explosão

Efe e Associated Press,

05 de setembro de 2007 | 10h39

Autoridades do Exército americano confirmaram nesta quarta-feira, 5 , que quatro soldados foram mortos e outros quatro feridos durante dois ataques na capital iraquiana. Em outro incidente, um atentado com bomba em um bairro xiita da zona leste de Bagdá provocou a morte de pelo menos 11 pessoas na manhã desta quarta-feira, 4,  informaram fontes policiais e hospitalares.  Três soldados americanos morreram e outros dois ficaram feridos devido à explosão de uma bomba na passagem da patrulha onde viajavam em Bagdá.  A fonte declarou que o artefato, com capacidade de atravessar a blindagem dos veículos militares, estava em uma estrada no leste da capital, e explodiu nesta terça-feira quando os soldados participavam de uma "operação de combate". Na terça-feira, fontes do governo da província de Salah ad-Din disseram que um soldado americano foi assassinado a tiros por um franco-atirador. O militar estaria no terraço da sede do governo fazendo a segurança de uma reunião entre um representante da Embaixada americana em Bagdá e as autoridades locais. Esta informação não foi confirmada pelo Exército dos EUA.Várias unidades do Exército dos EUA continuam ativas na zona do ataque, onde ocorrem operações militares contra "redutos da insurgência e das milícias que atuam nessa zona da capital", acrescentou o comunicado americano. O Exército americano é alvo freqüente dos ataques da insurgência no Iraque, que são contra a presença de militares estrangeiros no país. ExplosãoO atentado desta quarta ocorreu pouco antes das 8 horas locais no bairro de Baladiyat. A detonação ocorreu próxima de diversos ônibus e também feriu 19 pessoas. Nove vítimas morreram na hora, informou a polícia. Duas chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos, disseram fontes hospitalares.Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria da explosão, ocorrida próxima de Cidade Sadr, um bastião xiita dominado pelo clérigo radical Muqtada al-Sadr. O líder xiita havia declarado uma trégua de seis meses nas ações do grupo, embora tenha reforçado que as ações dos militantes poderiam ser retomadas caso ele julgasse necessário.

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