Quatro soldados libaneses morrem em luta com Fatah al-Islam

Conflito já dura 27 dias; Cruz Vermelha diz que número de feridos chega a 337

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Pelo menos quatro soldados libaneses morreram nesta sexta-feira, 15, na explosão de uma bomba colocada por milicianos do grupo radical sunita Fatah al-Islam no campo de refugiados palestinos de Nahr al-Bared, informou a imprensa local. Os militares, que mantêm cercado o acampamento onde estão entrincheirados os milicianos do Fatah al-Islam, estão tentando avançar posições. Os rebeldes, que, segundo a imprensa local, estão perdendo terreno, colocaram artefatos explosivos para impedir o avanço do Exército. Com estas mortes, chega a 66 o número de soldados libaneses mortos desde o início dos confrontos em Nahr al-Bared, em 20 de maio. A Agência Nacional de Notícias (ANN) informou nesta sexta que o Exército destruiu um grande arsenal do Fatah al-Islam no acampamento. Por outro lado, meios informaram que o médico do grupo radical, Omar Abu Mersi, e o xeque Hayzam Said comunicaram ao Exército que o líder do Fatah al-Islam, Chaker Absi, e seu assessor, Abu Hureira, que estavam desaparecidos há uma semana, estão vivos. Já Abul Aynan, representante no Líbano do movimento nacionalista Fatah, disse que "as organizações palestinas tentarão proteger os civis que ainda permanecem no campo". "O Exército aceitou a formação de uma força de segurança palestina, mas precisará de dois a três dias para se constituir", acrescentou Aynan. Cruz Vermelha Na quinta-feira, a Cruz Vermelha Libanesa conseguiu evacuar 35 civis de Nahr al-Bared. A organização humanitária assegurou que desde 20 de maio o número de feridos chega a 337, dos quais 184 são casos urgentes, enquanto o total de civis retirados do campo é de 987. Na última segunda, dois funcionários da Cruz Vermelha foram mortos no fogo cruzado entre tropas libanesas e militantes inspirados na Al-Qaeda. Um terceiro ficou ferido quando tentava retirar civis em meio ao conflito. Um clérigo palestino, xeque Mohammad al-Hajj, também ficou ferido depois de entrar no campo para negociar com os militantes maneiras de acabar com o conflito de 27 dias. Os militares afirmam que o grupo islâmico deu início ao conflito quando atacou posições do Exército ao redor do campo e na periferia da cidade de Trípoli, perto dali. O Fatah al-Islam diz ter agido em legítima defesa e prometeu lutar até o fim. Os combates aumentaram ainda mais a instabilidade no Líbano, já paralisado por uma crise política iniciada sete meses atrás. Na semana passada, combates violentos atingiram o maior campo de refugiados palestinos. E, desde o dia 20 de maio, cinco bombas foram detonadas em áreas civis de Beirute e nas proximidades.

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