Queda no número de mortes deixa Bush mais otimista sobre Iraque

O presidenteGeorge W. Bush fez uma avaliação otimista da impopular guerrado Iraque e elogiou na sexta-feira a redução da violência e dasbaixas militares, como sinal de que os reforços deste ano estãofuncionando. "Com a nossa ajuda, o povo iraquiano está confrontando osterroristas e estão recuperando seu país", disse Bush, em suaavaliação mais detalhada sobre o Iraque desde que anunciou, emsetembro, que a melhora na segurança permitiria uma diminuiçãono contingente. Mas ele admitiu que o governo iraquiano falhou em seusesforços contra a divisão sectária. "Deixei meu desapontamentoclaro à liderança iraquiana", afirmou em cerimônia a soldadosque completavam um treinamento básico no Fort Jackson, Carolinado Sul. Há dois dias, o governo iraquiano disse que o número demortos civis no país caiu em outubro a seu menor nível do ano.No mês, os EUA perderam 39 soldados no país, menor número desdemarço de 2006. Bush tenta mostrar que a melhoria nos números se deve aoenvio de 3.000 soldados adicionais neste ano para estabilizarBagdá e outras áreas do país. "Nossa estratégia reconhece que, uma vez que os iraquianosse sintam seguros em suas casas e bairros, podem começar acriar empregos e oportunidades, e isso está começando aacontecer", afirmou Bush. "A corrupção continua um problema, o desemprego continuaalto e as melhorias que vimos na economia iraquiana não sãouniformes em todo o país. Mas no geral a economia iraquianacresce a um ritmo forte." O governo espera que as notícias positivas vindas do Iraquepossam pressionar o Congresso, controlado por democratas, aaprovar um pedido adicional de verbas para as guerras do Iraquee Afeganistão. Em setembro, Bush aceitou a proposta do general DavidPetraeus, comandante dos EUA no Iraque, de retirar cerca de 20mil soldados até julho de 2008, mas rejeitou qualquerdesocupação mais radical. A redução planejada devolverá o contingente, atualmente emcerca de 170 mil militares, para o mesmo nível de antes doenvio de reforços. As pesquisas mostram que a maioria dos norte-americanos écontra a estratégia de Bush e gostaria de uma retirada maisacelerada.

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