Quedas de helicópteros matam 14 americanos no Afeganistão

Dois aparelhos se chocaram em pleno voo no sul do país; terceira aeronave teria caído no oeste

Agência Estado e Associated Press,

26 de outubro de 2009 | 07h46

Pelo menos 14 norte-americanos morreram nesta segunda-feira, 26, em dois incidentes com helicópteros em ações contra os insurgentes no Afeganistão, informaram os militares dos Estados Unidos. O dia foi um dos mais mortíferos para as tropas norte-americanas no país.

 

No primeiro caso, um helicóptero caiu no oeste afegão, após abandonar o local de um enfrentamento com insurgentes. Dez pessoas morreram, sete soldados e três civis que trabalhavam para o governo. Também ficaram feridos 11 militares e um civil, além de 14 afegãos, segundo os EUA.

 

Em outro incidente no sul, outros dois helicópteros do país se chocaram no ar e quatro soldados morreram, além de dois ficarem feridos. As autoridades norte-americanas descartaram a hipótese de um ataque na colisão, mas não disseram quais as causas prováveis dos incidentes.

 

Um porta-voz do Taleban, Qari Yusuf Ahmedi, afirmou que membros desse grupo derrubaram um helicóptero no distrito de Darabam na província de Badghis, no noroeste. Até o momento, não foi possível verificar se o porta-voz se referia a um dos dois incidentes.

 

As forças dos EUA informaram ainda sobre a morte de dois soldados na véspera, um em um ataque com bomba no leste afegão, e outro que morreu por ferimentos sofridos na mesma área. Pelo menos 46 soldados dos EUA morreram no país em outubro.

 

No início do mês, insurgentes mataram oito soldados norte-americanos em um ataque a dois postos isolados na aldeia de Kamdesch, perto do Paquistão. O ataque foi o que deixou mais baixas para os EUA desde julho de 2008, quando nove soldados morreram em um posto em Wanat.

 

O governo Barack Obama avalia se envia mais soldados para atuar no Afeganistão. Além disso, o país vive expectativa à espera do segundo turno das eleições presidenciais, entre o atual presidente, Hamid Karzai, e o ex-ministro de Relações Exteriores Abdullah Abdullah. A nova votação ocorre em 7 de novembro. No primeiro turno, houve centenas de denúncias de fraudes.

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