Ramadã começa para sunitas no Iraque; xiitas esperam a sexta

Desde a queda de Saddam, divergência em comemoração é mais um motivo de separação entre etnias no país

Efe,

13 de setembro de 2007 | 10h56

Os sunitas iraquianos começaram nesta quinta-feira, 13, o mês de jejum do Ramadã, enquanto os xiitas acompanham a data estabelecida pelo Irã e só passam a jejuar a partir de sexta-feira. Veja também:Exército dos EUA começa a libertar iraquianos para o Ramadã As quatro principais autoridades religiosas xiitas do Iraque anunciaram na noite de quarta-feira que não tinham observado o quarto crescente da lua e, portanto, não começarão o jejum até amanhã. Quando presidente, Saddam Hussein estabelecia o começo do Ramadã por decreto para todos os muçulmanos, independentemente de etnia ou seita. Mas desde a queda do regime a questão do Ramadã se transformou em outro tema que separa xiitas e sunitas. Assim, esta é a quarta vez que as duas facções do Islã celebram o Ramadã separadamente. Os xiitas - majoritários no Iraque, embora minoritários no mundo islâmico em geral - se alinharam neste caso com o Irã, onde os religiosos também ainda não viram o quarto crescente da lua. Desde a madrugada de quarta-feira, mais de 170 equipes de estudiosos observam a evolução lunar e mandam relatórios ao Líder Supremo da Revolução Islâmica, que é responsável por certificar o início do mês. Hoje é celebrado no Irã o "yom el shak" (dia da dúvida), quando o jejum é voluntário. Mesmo se for realizado, não é incluído no cálculo do mês.Apesar da diferença entre sunitas e xiitas, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, mandou ontem à noite mensagens de felicitação aos líderes muçulmanos pelo começo do Ramadã. Durante este mês, o nono do calendário muçulmano, os fiéis devem abster-se de comer, beber, fumar ou manter relações sexuais do amanhecer até o anoitecer. Desde a revolução de 1979 e a instauração da República Islâmica do Irã, as autoridades castigam até com chicotadas quem infringirem público as privações estabelecidas pelo jejum. Além disso, como em outros países muçulmanos, os restaurantes permanecem fechados durante o dia.

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