Reação palestina mata israelense; Hamas promete resistência

Ismail Haniyeh afirma que Faixa de Gaza não cederá a Israel independente da força usada contra território

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2008 | 16h29

O líder do movimento islâmico Hamas declarou neste sábado, 27, em mensagem aos palestinos, que a Faixa de Gaza nunca se renderá a Israel, independente da força que for usada contra o território. A primeira resposta palestina veio com foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza, que mataram um civil e feriu outros quatros. As bombas, que atingiram a cidade de Netivot, são de fabricação artesanal, semelhante as que o Hamas - que controla Gaza - atirava contra israelense durante o período de trégua. Segundo o jornal Haaretz, foram atirados 54 foguetes.   Veja também: Total de mortos por Israel em Gaza já chega a 205 Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Israel diz estar pronto para expandir ataques a Gaza UE pede suspensão dos ataques de Israel e do Hamas Abbas pede ajuda; Liga Árabe convoca reunião de urgência Irã enviará navio com ajuda para Gaza, diz TV estatal Veja imagens de Gaza após os ataques        "Não deixaremos nossa terra, não iremos levantar bandeiras brancas e não vamos nos ajoelhar, exceto diante de Deus", afirmou Ismail Haniyeh em uma carta divulgada em um site pró-Hamas. "Há sangue em toda a parte, há feridos e mártires em cada casa e cada rua. Hoje, Gaza foi decorada com sangue. Poderá haver mais mártires e mais feridos, mas Gaza nunca será quebrada e rendida", completou Haniyeh.   Um líder exilado do grupo islâmico, Khaled Meshaal, pediu um novo levante contra Israel. "Chamo os palestinos para levar adiante uma terceira intifada", afirmou ele, que vive em Damasco, em entrevista à emissora Al-Jazira.   Protestos contra a operação de Israel também ocorreram em cidades da Cisjordânia e outras regiões do mundo árabe. O mais violento deles aconteceu na cidade palestina de Hebron, no qual dezenas de jovens, muitos deles mascarados, atiraram pedras por horas contra soldados israelenses, que responderam com bombas de gás. Autoridades de Belém, cidade natal de Jesus Cristo, apagaram as luzes de Natal e as lojas fecharam suas portas em protesto ao ataque israelense.   Em Amã, capital da Jordânia, centena de jovens protestaram em frente ao prédio da ONU. "Hamas, continue. Você é o canhão, nós somos as balas", gritavam eles, ao levantar placas verdes em referência ao grupo islâmico.   Em Ein Hilweh, campo de refugiados palestino no Líbano, dezenas de jovens foram às ruas e atearam fogo em pneus, No campo sírio de al-Yarmouk, fora da capital Damasco, dezenas de manifestantes palestinos prometeram continuar a luta contra Israel.   O ministro de Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que os ataques na Faixa de Gaza irão continuar o quanto for necessário. "A operação irá continuar e será intensificada o quanto for necessário", afirmou Barak em entrevista coletiva.

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