Reação palestina mata israelense; protestos árabes se espalham

Um civil morreu e quatro ficaram feridos com foguete lançado de Gaza; jovens saem às ruas contra Israel

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2008 | 15h29

Um civil morreu em Israel e outros quatro ficaram feridos em um ataque com foguete lançado a partir da Faixa de Gaza, na primeira resposta a um bombardeio da Força Aérea israelense que matou centenas de palestinos na manhã deste sábado, 27. A bomba, que atingiu a cidade de Netivot, é de fabricação artesanal, semelhante às que o grupo Hamas - que controla Gaza - atirava contra alvos israelenses durante o período de trégua. Protestos contra a operação de Israel também ocorreram em cidades da Cisjordânia e outras regiões do mundo árabe.   O mais violento deles aconteceu na cidade palestina de Hebron, no qual dezenas de jovens, muitos deles mascarados, atiraram pedras por horas contra soldados israelenses, que responderam com bombas de gás. Autoridades de Belém, cidade natal de Jesus Cristo, apagaram as luzes de Natal e as lojas fecharam suas portas em protesto ao ataque israelense.   Veja também: São 195 os mortos por ataque de Israel a Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Israel diz estar pronto para expandir ataques a Gaza UE pede suspensão dos ataques de Israel e do Hamas Abbas pede ajuda; Liga Árabe convoca reunião de urgência Irã enviará navio com ajuda para Gaza, diz TV estatal Veja imagens de Gaza após os ataques        Em Amã, capital da Jordânia, centena de jovens protestaram em frente ao prédio da ONU. "Hamas, continue. Você é o canhão, nós somos as balas", gritavam eles, levantando placas verdes em referência ao grupo islâmico.   Em Ein Hilweh, campo de refugiados palestino no Líbano, dezenas de jovens foram às ruas e atearam fogo em pneus. No campo sírio de al-Yarmouk, fora da capital Damasco, dezenas de manifestantes palestinos prometeram continuar a luta contra Israel.   O Hamas já anunciou que resistirá "até a última gota de sangue", segundo o porta-voz Fawzi Barhoum. O ministro de Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que os ataques na Faixa de Gaza irão continuar o quanto for necessário. "A operação irá continuar e será intensificada o quanto for necessário", afirmou Barak em entrevista coletiva.

Tudo o que sabemos sobre:
GazaIsraelpalestinosHamas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.