Rebeldes curdos do PKK anunciam cessar-fogo unilateral

Medida, que havia sido antecipada pelo presidente iraquiano, foi confirmada por porta-voz do partido

Efe e agências internacionais,

22 de outubro de 2007 | 18h57

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo) anunciou nesta segunda-feira, 22, um cessar-fogo unilateral a partir desta noite, segundo o relações-públicas da organização curda, Abdel-Rahman al-Jaderji. Veja também: Turquia reforça tropas na fronteira iraquianaTurquia busca solução diplomática para criseEntenda o conflito entre turcos e curdos  ''Turquia tem direito de defender-se''   Turquia pode ignorar apelos e lançar ofensiva  Jaderji garantiu à agência Efe por telefone de Dohuk, no Curdistão iraquiano, que "o Partido dos Trabalhadores do Curdistão decidiu hoje declarar um cessar-fogo que começará esta noite e que continuará vigente enquanto seus combatentes não forem atacados pelo Exército turco". O anúncio da interrupção das hostilidades acontece poucas horas depois de o presidente iraquiano, Jalal Talabani, assegurar que os separatistas curdos decretariam nas horas seguintes uma trégua em suas operações na zona fronteiriça entre Iraque e Turquia. Em declarações dadas a um grupo de jornalistas na província curdo-iraquiana de Suleimaniya e divulgadas mais tarde em Bagdá, o presidente iraquiano - que teria boas relações com o PKK - assegurou que "é possível que o partido declare uma trégua unilateral". O estadista, de etnia curda, pediu que o PKK renunciasse à violência e optasse pelas vias políticas. De qualquer maneira, Talabani disse que as autoridades iraquianas não irão prender os guerrilheiros do PKK refugiados no Iraque porque não podem "fazer essas prisões, já que vivem em zonas montanhosas" de difícil acesso. "Nós somos contra toda forma de violência, e voltamos a convocar os membros do PKK a interromperem a violência", disse o presidente do Iraque. Conflito A possibilidade de um cessar-fogo veio após um acirramento nas últimas semanas do conflito entre o Exército turco e rebeldes curdos com bases no norte do Iraque. No domingo, 12 soldados turcos e mais de 30 militantes do PKK morreram em confrontos desencadeados por uma emboscada atribuída a rebeldes do partido.  A violência ampliou os temores de que as Forças Armadas turcas invadam o norte do Iraque. Na semana passada, o Parlamento turco aprovou um pedido do governo para autorizar a incursão.

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