Rebeldes da Líbia buscam recursos em reunião na Casa Branca

Rebeldes líbios vão se reunir com importante autoridades da Casa Branca nesta sexta-feira para buscar dinheiro e legitimidade diplomática em sua batalha para depor Muammar Gaddafi.

JOSE, REUTERS

13 de maio de 2011 | 12h27

EUA, Grã-Bretanha e França dizem que vão manter sua campanha aérea liderada pela Otan até Gaddafi ser afastado do poder, mas os rebeldes afirmam que também precisam de dinheiro para conseguir manter suas posições em terra.

A televisão estatal líbia divulgou que um ataque da Otan na cidade de Brega, no leste do país, na sexta-feira, matou pelo menos 16 civis e feriu até 40. A TV mostrou imagens de pelo menos nove corpos com ferimentos múltiplos, envoltos em cobertores em um local desconhecido.

Não foi possível confirmar o relato de imediato.

Os rebeldes que combatem o líder líbio há quase três meses controlam Benghazi e o leste do país, enquanto as forças de Gaddafi estão entrincheiradas na capital, Trípoli, e em quase todo o oeste.

Os rebeldes pediram que Washington libere para sua campanha cerca de 180 milhões de dólares de ativos de Gaddafi que foram congelados.

A reunião em Washington acontece um dia depois de o presidente do conselho rebelde, Mustafa Abdel Jalil, ter se reunido com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em Londres e conseguido uma promessa de mais ajuda.

"Aqueles que defendem Gaddafi precisam saber que o regime dele está chegando ao fim. Não há lugar para Muammar Gaddafi no futuro da Líbia", disse Jalil à Al Arabiya na sexta-feira, prometendo anistia para qualquer pessoa do campo de Gaddafi que mudar de lado.

Nesta sexta-feira a Rússia, que faz críticas à missão da Otan, lançou um chamado por conversações entre os rebeldes e o governo líbio.

Moscou também disse que cabe ao Conselho de Segurança da ONU decidir como distribuir os bens congelados de Gaddafi, argumentando que os bens não devem ser empregados para armar nenhuma das partes no conflito.

Os rebeldes dizem que precisam urgentemente de recursos para pagar salários e administrar as áreas sob seu controle. Eles querem legitimidade internacional para permitir que tenham acesso aos bens congelados.

Alimentos, combustível e equipamentos médicos estão em falta na região dos Montes Ocidentais, controlados pelos rebeldes, onde a rota principal de entrega de bens está sob ameaça de forças de Gaddafi.

Médicos vêm sendo forçados a criar áreas de atendimento improvisadas e dizem estar tendo dificuldade em tratar os feridos.

Na quinta-feira forças da Otan bombardearam o complexo residencial de Gaddafi, e rebeldes dizem que os ataques da Otan os ajudaram a conquistar uma vitória importante esta semana: a tomada do aeroporto da cidade cercada de Misrata, seu único reduto importante no oeste do país.

(Reportagem de Matt Robinson em Zintan, Sami Aboudi no Cairo , Alexandra Sage em Paris, Thomas Grove em Moscou, Matt Spetalnick e David Alexander em Washington)

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