Rebeldes líbios conseguem ajuda de 1,1 bi de dólares

Os rebeldes líbios, com sérios problemas financeiros, conseguiram auxílio de mais de 1,1 bilhão de dólares das potências ocidentais e árabes em conferência que discute estratégias para acabar com o regime de Muammar Gaddafi e a guerra civil no país.

REUTERS

09 de junho de 2011 | 20h31

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que as discussões com pessoas próximas a Gaddafi aumentaram o "potencial" para uma transição no poder, mas acrescentou: "ainda não há nenhuma maneira clara para avançar nisso".

O ministro das Relações Exteriores da Austrália, Kevin Rudd, disse que, graças ao que ele classificou como múltiplas antenas próximas ao governo de Gaddafi, o fim do líder líbio pode "acontecer antes" do que o esperado.

Os caças da Otan bombardearam incansavelmente Trípoli enquanto os rebeldes falavam no encontro em Abu Dhabi que esperam recomeçar a produção de petróleo em pouco tempo.

Na Organização das Nações Unidas, o promotor do Tribunal Penal Internacional (ICC, da sigla em inglês) disse que as suas investigações mostram que há evidências de que Gaddafi criou uma política para violentar adversários.

Um inquérito sobre possíveis crimes de guerra pode ser um incentivo para Gaddafi se agarrar ainda mais ao poder, mas o presidente senegalês, Abdoulaye Wade, ofereceu ajuda para facilitar a saída de seu antigo aliado na União Africana do poder e fez um apelo pela sua renúncia.

"É do seu interesse e das pessoas da Líbia que você deixe o poder e nunca sonhe em voltar", disse Wade durante uma visita à base rebelde na cidade de Benghazi.

"Eu posso ser alguém que vai lhe ajudar a sair da vida política. O quanto antes você sair, melhor", acrescentou Wade, o primeiro chefe de Estado estrangeiro a visitar a cidade rebelde.

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