Rebeldes líbios negam conversas com governo de Gaddafi

O Conselho Nacional de Transição (CNT) não mantém conversações com o governo de Muammar Gaddafi nem com o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Líbia a fim de resolver a guerra civil, disse o chefe do conselho na terça-feira.

REUTERS

16 de agosto de 2011 | 14h08

"O CNT gostaria de assegurar que não há negociações nem diretas nem indiretas com o regime de Gaddafi nem com o enviado especial das Nações Unidas", disse o líder do CNT, Mustafa Abdel Jalil, num comunicado onde falou por meio de um intérprete.

Questionado sobre as notícias de negociação secreta no fim de semana na ilha tunisiana de Djerba, Mustafa Abdel Jalil negou a existência de qualquer comunicação de bastidores com Gaddafi.

"Gostaria de afirmar que o CNT não tem conhecimento nem apoia essas conversas... Qualquer consulta política ou contato deve ser feito por meio do ou com o conselho", disse ele.

O CNT negou veementemente qualquer tentativa de selar um acordo com o líder líbio, insistindo que depois de 41 anos no poder ele deve renunciar ou ser derrubado pela força.

Um porta-voz do governo de Gaddafi também negou negociações com a liderança rebelde.

O enviado especial da ONU que tenta encontrar uma forma de pôr fim ao conflito na Líbia, Abdel Elah al-Khatib, deveria se encontrar com representantes tunisianos na segunda.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores em Túnis no domingo disse que também "encontraria as partes da Líbia com certeza".

Khatib reuniu-se diversas vezes com representantes de Gaddafi e dos rebeldes.

A visita dele à região foi a primeira depois que os avanços dos rebeldes cortaram a rota de abastecimento de Trípoli à Tunísia, dando vantagem aos rebeldes.

As notícias de conversas secretas em Djerba coincidiram com a aparente deserção de uma figura sênior do aparato de segurança de Gaddafi, que fugiu de Djerba para o Cairo com a família na segunda-feira.

Praticamente ao mesmo tempo, as forças rebeldes nas Montanhas Ocidentais registraram avanços significativos no conflito que já dura seis meses, tomando a estratégica cidade de Zawiyah na costa e a de Garyan, no deserto ao sul de Trípoli.

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