Rebeldes líbios pedem que navio de resgate não atraque

Rebeldes líbios pediram a um navio de resgate que não atraque no porto de Trípoli nesta terça-feira porque as condições não "eram ótimas", deixando milhares de estrangeiros sem ter como sair de suas embaixadas e esperando a liberação.

REUTERS

23 de agosto de 2011 | 08h06

"Até ontem, acreditávamos que a área do porto estava sob controle das forças de oposição, mas durante a madrugada nos pediram para esperar e não atracar", disse Jean-Phillipe Chauzy, porta-voz da Organização Internacional de Migração, que fretou a embarcação, durante entrevista à imprensa.

Ele afirmou que cerca de 1.700 filipinos, 2.000 bengaleses e entre 1.500 e 2.000 egípcios haviam pedido para ser resgatados e estavam "prontos para ir", supostamente esperando perto das embaixadas.

O navio, com capacidade para 300 pessoas, deveria pegar um contingente de filipinos nesta terça, e dois ou três outros navios com capacidade de cerca de 1.000 pessoas cada chegariam dentro de 48 a 72 horas, disse Chauzy.

"Podemos retomar a operação muito rapidamente assim que tivermos liberação para atracar no porto de Trípoli", acrescentou.

(Reportagem de Tom Miles)

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