Rebeldes lutam contra homens leais a Gaddafi no leste da Líbia

Rebeldes líbios entraram em conflito neste domingo com homens armados leais ao líder Muammar Gaddafi no leste do país, região controlada pelos insurgentes, elevando os temores dos oposicionistas de que agentes do governo se infiltraram na localidade dias após a misteriosa morte de um comandante militar rebelde.

RANIA EL GAMAL, REUTERS

31 de julho de 2011 | 11h47

O assassinato do general Abdel Fattah Younes, realizado aparentemente por homens armados dos próprios rebeldes, prejudicou a oposição em um momento no qual ela ganhava maior reconhecimento internacional e obtinha ganhos contra as forças de Gaddafi nas montanhas do oeste do país e em outras regiões.

O porta-voz rebelde Mahmoud Shammam afirmou que intensos conflitos ocorreram quando forças rebeldes atacaram uma milícia que ajudou cerca de 300 homens leais a Gaddafi a deixar a prisão na sexta-feira.

Pelo menos seis rebeldes foram mortos nos combates contra a milícia, cujos membros aparentemente tinham experiência e estavam armados com metralhadoras, lança-granadas e explosivos.

"Às 8 horas, os quartéis ficaram sob controle. Trinta homens se renderam e tomamos suas armas", afirmou Shammam a repórteres. "Os consideramos membros da Quinta Coluna."

Os conflitos refletem crescentes temores dentro da oposição de que os homens leais a Gaddafi estão explorando a ausência de leis que prevalece no leste, recheado com armamentos e gangues armadas, algumas seculares ou rebeldes islamitas.

O confronto ocorreu em meio a especulações sobre as misteriosas circunstâncias da morte de Younes. O passado do general de 67 anos como ministro do Interior de Gaddafi antes da sua deserção, em fevereiro, transformaram-no em alvo de suspeitas até entre muitos dos opositores do governo.

Alguns líbios suspeitam que sua execução foi encomendada por líderes rebeldes, por traição, muitos dizem que ele foi morto por espiões de Gaddafi e outros sugerem que um grupo rebelde dissidente agiu sozinho.

Seja qual for a verdade, a rivalidade entre as milícias do leste da Líbia aumenta os temores entre os aliados ocidentais dos rebeldes, que querem ver o grupo vencer a guerra civil que já dura cinco meses mas que ficaram frustrados pela falta de unidade e as preocupações sobre influências islâmicas no grupo.

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