Rebeldes prometem recompensa de US$1,3 mi por Gaddafi

Uma recompensa de 1,3 milhão de dólares e a anistia aguardam qualquer um que entregue Muammar Gaddafi vivo ou morto, anunciou o conselho rebelde na quarta-feira.

ROBERT BIRSEL, REUTERS

24 de agosto de 2011 | 13h53

Os combatentes rebeldes procuram pelo homem que governou o país exportador de petróleo por 42 anos depois de invadir o complexo dele em Trípoli na terça-feira. A maior parte do local, porém, estava abandonada. Os confrontos prosseguiam em partes de Trípoli na quarta-feira.

"O Conselho Nacional de Transição (CNT) anuncia que, a qualquer um do círculo próximo que matar Gaddafi ou capturá-lo, a sociedade lhe concederá anistia ou perdão por qualquer crime que tenha cometido", disse Mustafa Abdel Jalil, chefe do CNT numa entrevista coletiva.

Ele acrescentou que um empresário de Benghazi, o berço do levante líbio na região leste do país, também ofereceu uma recompensa de 2 milhões de dinares (1,3 milhão de dólares) pela captura de Gaddafi.

O CNT havia dito que preferiria capturar Gaddafi vivo para que ele pudesse ser julgado. Mas Jalil afirmou que Gaddafi não desistirá facilmente e ainda pode deflagrar um "evento catastrófico".

"Sabemos que o regime de Gaddafi ainda não acabou. O fim virá apenas quando ele for capturado vivo ou morto. As forças de Gaddafi e seus cúmplices não vão parar de resistir até que Gaddafi seja capturado ou morto."

Um porta-voz militar rebelde, Ahmed Bani, disse mais cedo que as forças rebeldes tomaram a capital Trípoli, embora permanecessem alguns bolsões de resistência na cidade de 2 milhões de habitantes.

Combatentes rebeldes saquearam o complexo Bab al-Aziziya, de Gaddafi, na capital, na terça-feira, no que foi visto por muitos como o golpe final a suas décadas no poder.

Líderes do CNT estão ansiosos para se transferir de Benghazi para Trípoli, uma mudança simbolicamente importante no vasto país desértico.

Jalil disse que algumas das principais autoridades do CNT estavam perto de Trípoli esperando para entrar na cidade assim que possível e que a transferência do CNT seria concluída "durante a próxima semana".

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