Rebeldes sírios matam 34 combatentes estrangeiros, diz observatório

Rebeldes sírios mataram 34 combatentes estrangeiros, membros de grupos ligados à Al Qaeda, durante os últimos três dias, no noroeste do país, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos nesta terça-feira.

Reuters

07 de janeiro de 2014 | 12h18

As mortes na região de Jabal al-Zawiya parecem fazer parte de uma campanha mais ampla conduzida por uma aliança de rebeldes contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) por regiões controladas por rebeldes norte e leste da Síria.

O diretor do Observatório, Rami Abdulrahman, disse que a maioria dos 34 mortos era guerrilheiros do EIIL, junto com alguns outros do grupo aliado Jund al-Aqsa. Eles foram capturados, segregados dos combatentes sírios e assassinados, disse ele.

Não foi possível verificar as informações independentemente devido a restrições de reportagem na Síria, onde as forças do presidente Bashar al-Assad têm combatido rebeldes no conflito que já dura quase três anos e no qual morreram mais de 100 mil pessoas.

O mais recente confronto entre os inimigos de Assad começou há quatro dias nas Províncias de Aleppo e Idlib, no norte do país, alimentadas pelo ressentimento contra a agenda radical do EIIL e por uma disputa de território perto da fronteira com a Turquia, onde pontos de resistência rebelde controlam rotas de abastecimento.

Os confrontos também se espalham até a cidade de Raqqa, no leste, a única cidade síria sob completo domínio dos rebeldes.

A Rede Síria de Direitos Humanos, outro grupo oposicionista de monitoramento, disse na segunda-feira que 71 guerrilheiros do EIIL, 20 rebeldes e 26 civis foram mortos em confrontos para expulsar o EIIL em Raqqa e outras partes da Síria, desde sexta-feira.

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