Rebeldes sitiam cidade natal de Gaddafi

Milhares de combatentes rebeldes em caminhonetes de cores berrantes se reuniam nesta segunda-feira a oeste da cidade natal de Muammar Gaddafi, Sirte, preparando-se para o que pode ser a última grande batalha pelo controle da costa da Líbia.

MARIA GOLOVNINA, REUTERS

29 de agosto de 2011 | 19h11

Os combatentes testavam seus canhões no deserto e limpavam suas armas na principal linha de defesa, a cerca de 180 quilômetros de Sirte ao longo da rodovia costeira. As forças rebeldes também se reuniam pelo leste.

"Os líbios em Sirte não querem lutar, mas há pessoas de Gaddafi lá no comando", afirmou o combatente Abdul Rahman Omar, de 27 anos, de Misrata. "Não queremos mais sangue."

Depois de entrar em Trípoli e invadir o complexo de Gaddafi na capital, na semana passada, os rebeldes que tentam encerrar de forma definitiva o governo de 42 anos de Gaddafi consideram Sirte como o último reduto dele na costa.

Após Sirte, os rebeldes afirmam que voltarão sua atenção à cidade de Sabha, no sul da Líbia.

Comandantes rebeldes afirmaram ter 4 mil combatentes no fronte ocidental de Sirte e estimam que enfrentarão cerca de mil soldados pró-Gaddafi, caso fracassem as negociações sobre a entrega da cidade.

"Estamos dando um tempo às conversações", disse Mohammed Salim, um capitão rebelde. "Estamos prontos para atacar e lutar a qualquer momento. Se eles se recusarem (a se entregar), haverá uma grande batalha."

As forças de Gaddafi em Sirte estão exortando a população a lutar ou ser morta pelos combatentes, complicando os esforços para fechar um acerto pacífico na cidade, disseram os opositores de Gaddafi nesta segunda-feira.

"Não sei se há qualquer progresso real porque temos dificuldades com as pessoas do regime de Trípoli", afirmou Hassan Droy, o representante do Conselho Nacional de Transição (CNT) para Sirte, baseado na cidade de Benghazi, no leste do país.

"Eles estão tentando dizer às pessoas que a batalha não é mais por Gaddafi, mas para se proteger", disse ele à Reuters.

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