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Rebeldes suicidas atacam complexo de segurança na Síria

Mais de 100 pessoas foram atingidas pelo ataque contra o complexo de Inteligência da Força Aérea

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09 de outubro de 2012 | 13h11

DAMASCO - Rebeldes suicidas atingiram durante a noite um complexo de Inteligência da Força Aérea perto da capital da Síria, Damasco, matando ou ferindo pelo menos 100 pessoas, disseram insurgentes e ativistas nesta terça-feira, 9.

 

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O grupo islâmico militante Frente al-Nusra disse que tinha promovido o ataque porque o local era "usado como um centro de tortura e repressão" na opressão à revolta de 18 meses contra o presidente Bashar Assad. "Grandes ondas de explosão estilhaçaram janelas e destruíram fachadas de lojas. Era como se uma bomba explodisse dentro de cada casa na área", disse um morador do subúrbio de Harasta, onde o complexo estava localizado.

Ativistas que vivem nas proximidades contaram que o atentado causou pelo menos 100 vítimas entre funcionários de segurança, com base no número de ambulâncias que correram para o local e a enormidade das explosões. Nenhum dado oficial sobre vítimas foi divulgado. Forças de segurança isolaram a área e atiradores foram implantados ao longo das rotas que levam ao local.

Combatentes rebeldes realizaram uma série de atentados a edifícios governamentais e militares em Damasco nos últimos meses, levando a guerra para o coração da base de poder de Assad. O mais notável foi um ataque contra a sede da Segurança Nacional, que matou o ministro da Defesa e dois outros altos funcionários de segurança em julho.

 

O último atentado coincidiu com uma série de ataques rebeldes a bloqueios comandados por forças de Assad em uma estrada que segue para o norte partindo de Harasta e em bairros muçulmanos sunitas de Damasco, que estiveram na linha de frente da revolta, disseram moradores. Aviões de guerra sírios também bombardearam áreas perto da cidade de Um al-Asafir, bem perto de Damasco, e fogo de artilharia atingiu o subúrbio de Artous, matando pelo menos uma mulher, segundo ativistas da oposição.

Moradores e ativistas da oposição contaram à Reuters que o ataque desencadeou explosões enormes e foi seguido por um tiroteio. Um vídeo feito por ativistas, que não pode ser verificado de forma independente, mostrou uma grande explosão. "A decisão foi tomada para atacar a Inteligência da Força Aérea porque é uma das divisões mais notórias de segurança, e uma cidadela de repressão cuja extensão é conhecida somente por Deus", disse um comunicado da Al-Nusra postado nas mídias sociais.

A unidade de Inteligência da Força Aérea é comandada pelo general de brigada Jamil Hassan, um dos tenentes seniores de Assad, e é majoritariamente composta por membros da seita minoritária Alauíta do presidente, uma ramificação do islamismo xiita. Não estava claro se Hassan estava presente durante o ataque. Ativistas da oposição disseram que centenas de opositores de Assad foram presos sem acusação e torturados nos complexos de Harasta.

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