Rebeldes tentam evitar banho de sangue na terra natal de Gaddafi

Rebeldes líbios se aproximavam nesta quarta-feira de Sirte, a cidade natal de Muammar Gaddafi, o último bastião remanescente de partidários do governo e onde o próprio Gaddafi pode estar se escondendo, disseram eles.

ROBERT BIRSEL, REUTERS

24 de agosto de 2011 | 12h40

Os partidários de Gaddafi na cidade, que fica cerca de 450 quilômetros a leste de Trípoli, foram instruídos a lutar até a morte e podem desconhecer que os 42 anos do governo de seu líder está no fim, disseram os rebeldes.

"Gaddafi enviou uma mensagem dizendo a eles para lutar até a morte", afirmou à Reuters Hassan Droy, representante do Conselho Nacional de Transição, órgão dos rebeldes. "Um problema é que as pessoas ali estão totalmente desconectadas. Elas não têm telefones nem eletricidade há três dias e não sabem o que está acontecendo."

Ele disse que os rebeldes tentariam negociar assim que chegassem à cidade, mas iriam lutar se necessário.

"Ele (Muammar Gaddafi) pode estar ali", disse Droy.

Combatentes rebeldes invadiram Trípoli no início desta semana e entraram no complexo de Gaddafi, na capital, na terça-feira, no que é visto como um golpe final a seu governo depois de uma guerra de seis meses. Mas o paradeiro de Gaddafi continua um mistério.

Combatentes rebeldes se aproximavam de Sirte vindo de Misrata no leste e de Ras Lanuf no oeste, tendo tomado a maior parte do restante da costa, disseram fontes rebeldes. A maioria dos 6 milhões de habitantes da Líbia vive em cidades costeiras.

"Sirte é nosso principal desafio agora", disse o porta-voz rebelde, Mohammad Zawawi. "Se conseguirmos tomá-la, vai significar que toda a costa e o norte da Líbia estarão desobstruídos e então poderemos olhar para o sul", afirmou.

Cerca de 100 mil pessoas moram em Sirte.

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