Rebeldes xiitas do Iêmen dizem querer trégua com Exército

Insurgentes garantiram que não atacarão o território da Arábia Saudita, conforme exigiu o governo

Efe,

02 de fevereiro de 2010 | 08h07

Os rebeldes xiitas do Iêmen garantiram nesta terça-feira, 2, que estão dispostos a alcançar um acordo de cessar-fogo com o Exército iemenita e asseguraram que não lançarão ataques contra o território saudita, como exigiu Sanaa no último dia 31 de janeiro, desde que não sejam atacados.

 

"Nossa posição não mudou (em relação à Arábia Saudita), não atacaremos ninguém, de nenhuma maneira, exceto se nos atacarem", assegura um comunicado emitido pelo escritório do líder rebelde xiita, Abdel Malek al Huti e divulgado em uma site relacionado com o movimento.

 

Na quinta-feira passada, o Conselho Nacional de Defesa do Iêmen se mostrou disposto a aceitar uma oferta de cessar-fogo proposta pelos rebeldes, desde que se comprometessem a não lançar ataques contra o território saudita, entre outras condições.

 

As autoridades querem que os rebeldes cumpram seu compromisso de respeitar exigências fixadas no último dia 13 de agosto, entre elas a saída dos rebeldes das posições que controlam, que sejam reabertas as passagens que levam às zonas, e que sejam libertados os civis e militares que os insurgentes têm em seu poder.

 

Além disso, as autoridades insistem na necessidade de os rebeldes, que qualifica como "terroristas", devolvam as equipes capturadas do Exército, não interfiram na política local e não lancem ataques contra território saudita.

 

No comunicado, os rebeldes garantem que "a questão dos prisioneiros sauditas não deve ser um obstáculo caso exista um desejo de alcançar a paz", e dizem que "esta questão pode ser resolvida através da troca de prisioneiros".

 

Os rebeldes dizem que foram "justos com todos, oferecendo uma iniciativa para pôr fim ao derramamento de sangue e impedir que haja futuras pressões e conspirações estrangeiras contra o país".

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