Recepção de Columbia prejudicou imagem dos EUA, diz Irã

Segundo Ahmadinejad, mundo testemunhou supremacia do país diante da recepção negativa da Universidade

Associated Press e Agência Estado,

29 de setembro de 2007 | 16h47

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que a recepção negativa que teve ao discursar na Universidade Columbia, em Nova York, não conseguiu arranhar a imagem de seu país, mas atingiu o prestígio dos Estados Unidos no exterior, segundo noticiou a televisão estatal iraniana neste sábado, 29. A mensagem foi veiculada depois de o Parlamento iraniano aprovar uma resolução que classifica a CIA e o Exército americano como "organizações terroristas". A atitude do Parlamento, dominado pela linha-dura iraniana, foi uma aparente resposta à uma recente decisão do Senado dos EUA de conferir designação semelhante à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Em comentários divulgados pela TV, Ahmadinejad disse que, durante seu discurso na universidade nova-iorquina, o mundo testemunhou "a grandeza da nação iraniana" em face dos "insultos" vindos de seu anfitrião americano. "Com a graça de Deus, a questão da Universidade Columbia revelou sua imagem agressiva e mal-intencionada, o tiro saiu pela culatra. O que ocorreu foi exatamente o oposto do que suas mentes superficiais presumiam", disse Ahmadinejad na sexta-feira à noite, depois de retornar de sua viagem aos EUA e América Latina. Antes de discursar na Columbia, na segunda-feira, Ahmadinejad foi descrito pelo reitor da universidade, Lee Bollinger, como um "ditador cruel e mesquinho", "abertamente provocador ou estarrecedoramente ignorante" por insistir em negar o Holocausto. Ahmadinejad disse ainda, na sexta-feira, que sua visita aos EUA "foi um grande feito" porque a apresentação combativa do reitor contrastou com a resposta educada do líder iraniano. "Eu acho que eles cometeram um grande erro e que sacrificaram o prestígio de todo o sistema deles," disse Ahmadinejad, segundo a TV iraniana.

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