Reconciliação está quase concluída no Iraque, diz premiê

Maliki afirma que progressos econômicos e na segurança provam avanços no diálogo com facções rivais

Agência Estado e Associated Press,

30 de maio de 2008 | 11h27

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, afirmou nesta sexta-feira, 30, em Estocolmo, que os progressos apontados na economia e na segurança do país comprovam que o processo de reconciliação entre as facções rivais do país está quase concluído.   Seu governo, dominado pelos xiitas, está sob pressão para levar adiante a reconciliação entre sunitas, xiitas e curdos. A minoria árabe sunita do país tem se queixado nos últimos anos de ter sido colocada de lado pelos outros grupos.   "Não estou dizendo que o Iraque é um paraíso. Absolutamente, não é o caso", admitiu Maliki a jornalistas em Estocolmo. "Há grandes desafios pela frente, mas eu ainda gostaria de lembrar que os atos de violência diminuíram 80% no Iraque". "Estamos perto do fim desse longo processo", disse Maliki, por intermédio de um intérprete, durante uma entrevista coletiva concedida ao lado do primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt. "Isso não significa que todos ficarão com uma fatia igual do bolo, mas sim que é preciso se comprometer por um Iraque unificado e democrático", prosseguiu.   O principal bloco sunita no Parlamento retirou seus representantes de um governo de unidade nacional em agosto do ano passado sob a alegação de que não dispunha de poder suficiente de decisão. Políticos sunitas vinham negociando recentemente um possível retorno ao governo, mas suspenderam o diálogo esta semana em meio a uma disputa por postos ministeriais.

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