Referendo extra-oficial de Sadr dá vitória a Jaafari no Iraque

Político foi primeiro-ministro durante o Governo de Transição entre 2005 e 2006

EFE

07 de abril de 2010 | 07h43

BAGDÁ - O referendo extra-oficial organizado pelo

bloco al-Sadr para escolher o primeiro-ministro entre os cinco candidatos dos partidos que concorreram às eleições em 7 de março deu a vitória Ibrahim al-Jaafari.

 

Segundo a televisão privada "Al Bagdadiya", Jaafari ganhou a votação realizada nos dias 2 e 3 de abril, embora o percentual de votos não tenha sido indicado.

 

Jaafari é um político xiita que foi primeiro-ministro no Governo de Transição entre os anos 2005 e 2006.

 

Ele pertenceu ao partido Dawa, do atual primeiro-ministro, Nouri al- Maliki, mas abandonou a legenda para formar a Aliança Nacional Iraquiana, dominada por partidos e religiosos xiitas, e que obteve 70 legisladores nas eleições oficiais do 7 de março no país.

 

Pelo menos 40 mil apoiadores do bloco al-Sadr, leal ao clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, colaboraram na organização desta votação extra-oficial.

 

No último dia 30 de março, o bloco al-Sadr solicitou à Comissão Eleitoral um "referendo" para escolher entre o atual primeiro-ministro Nouri al-Maliki, o ex-chefe de Governo Ayad Allawi, os dirigentes da Aliança Nacional Iraquiana (ANI), Ibrahim al-Jaafari e Adel Abdel Mahdi, e o membro do "Estado de Direito" Jaafar Mohammed Sadr.

 

O grupo do clérigo, que concorreu ao pleito integrado na ANI, organizou esta iniciativa porque considera que os partidos que se apresentaram às eleições não foram capazes de escolher um primeiro-ministro, embora tenha ressaltado que o resultado da

votação extra-oficial não será vinculativo para outros partidos.

 

A coalizão de Allawi, "Al-Iraquiya", ficou em primeiro lugar no pleito do último dia 7 com 91 deputados, dois mais que a aliança de Maliki, o "Estado de Direito", o que não permite governar sozinho e

por isso se viu obrigado a somar o apoio de outros grupos.

 

Maliki também disse que negociaria para forjar uma coalizão governante. EFE

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