Rei saudita indulta mulher estuprada e condenada a chibatadas

Embora violentada, jovem de 19 anos foi considerada culpada por violar a Lei Islâmica

Efe,

17 de dezembro de 2007 | 14h33

O rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, perdoou uma mulher que, apesar de ter sido estuprada por sete homens, foi condenada à prisão e a chibatadas por um tribunal islâmico que a acusou de adultério, anunciaram nesta segunda, 17, fontes judiciais. O indulto faz parte de um "decreto real" que ordena ainda o comparecimento dos juízes que ditaram a sentença perante uma comissão especial de investigação por "erros cometidos" no caso. O decreto do rei saudita põe fim a uma polêmica surgida no país sobre o caso e é emitido depois de duras críticas à sentença no Ocidente - entre os críticos esteve à pré-candidata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton. O caso ocorreu em 2006, na localidade de Al-Qatif, cuja população é em sua maioria xiita. Um tribunal da região condenou a jovem de 19 anos a três meses de prisão e a cem chibatadas. Em 14 de novembro, a pena foi dobrada pelo Tribunal Geral de Al-Qatif depois que a jovem recorreu da sentença. A corte acusou a mulher de ter estado em seu automóvel com um homem que não era membro de sua família - o que é proibido pela lei saudita -, antes de ser estuprada pelos sete homens. A mulher foi atacada enquanto estava em um automóvel com um amigo com o qual tinha se encontrado para pedir que devolvesse uma foto sua, já que acabara de se casar. Um grupo de sete homens supostamente seqüestrou e violentou os dois em uma área desertada localidade de Al-Qatif. Os agressores foram condenados por seqüestro e estupro e pegaram penas entre 2 e 9 anos de prisão, segundo a Reuters; e 10 meses e 5 anos, segundo a CNN.

Tudo o que sabemos sobre:
Abdullah bin Abdul Azizviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.