Relatório do Congresso dos EUA aponta pouco avanço no Iraque

'Violência permanece alta' e governo iraquiano não cumpriu 11 das 18 metas propostas, avaliam parlamentares

Agência internacionais,

04 de setembro de 2007 | 15h17

Um relatório independente do Congresso dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira, 4, que após um pequeno progresso político, a "violência permanece alta" no Iraque. O documento, que afirma ainda que o governo de Bagdá não cumpriu 11 das 18 metas políticas e de segurança determinadas pelos EUA, desafia avaliações positivas feitas pelo presidente George W. Bush sobre a guerra.   Emitido um dia após a visita surpresa de Bush ao país, na qual falou de uma possível retirada de tropas caso o sucesso atual na segurança continue, o relatório diz ainda que os resultados sobre a segurança no Iraque são discrepantes. Isso mesmo após oito meses do aumento do número de soldados ordenado pelo presidente.   O estudo, promovido pelo órgão do Congresso norte-americano encarregado de fiscalizar o governo (Government Accountability Office, GAO), acabou sendo um pouco mais positivo do que inicialmente previsto. Depois de receber forte pressão da Casa Branca, o GAO considerou que quatro metas - ao invés de apenas duas - foram parcialmente cumpridas.   Mas o GAO manteve sua avaliação inicial de que apenas três dos 18 objetivos foram cumpridos: estabelecimento de delegacias de segurança conjuntas em Bagdá, aprovação de leis que garantem o direito das minorias, e criação de comitês de apoio para o plano de segurança de Bagdá.   Por enquanto, a maioria dos republicanos tem se mantida ao lado de Bush e rechaçado projetos de lei apresentados pela oposição democrata que forçariam a retirada das tropas do país árabe. Mas muitos, incomodados com a impopularidade da guerra, dizem que querem ver avanços substanciais até este mês no Iraque.   Na semana que vem, o comandante das tropas americanas no Iraque, general David Petraeus, e o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crocker, serão argüidos pelo Senado.   "No geral, legislação fundamental não foi aprovada, a violência continua alta e não está claro se o governo iraquiano conseguirá gastar US$ 10 bilhões em fundos de reconstrução", afirma o controlador David Walker, em declarações escritas que serão feitas nesta terça no Senado dos EUA.   O relatório será divulgado na audiência. A Associated Press teve acesso antecipado a uma cópia do relatório.

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