Representante líbio na ONU acusa Catar de armar islamistas

O representante da Líbia na ONU, Mohammed Abdel Rahman Shalgam, acusou nesta sexta-feira o Catar de suprir militantes islamistas com dinheiro e armas e exigiu que o país pare de se intrometer nos assuntos internos líbios.

REUTERS

18 de novembro de 2011 | 12h03

"Há fatos que fundamentam, eles (Catar) dando dinheiro para alguns grupos, os partidos islamistas. Eles dão dinheiro e armas, e tentam se intrometer em assuntos que não lhes dizem respeito, e nós rejeitamos isso", afirmou Shalgam à Reuters, à margem de uma conferência na cidade de Tânger, no Marrocos.

"O Estado do Catar ainda está provendo assistência para alguns partidos líbios e dando dinheiro a eles, e nós rejeitamos isso totalmente", acrescentou. "O Catar estava entre os países que nos deram o maior apoio militar, financeiro e político (na derrubada do ex-líder Muammar Gaddafi)". "Nós agradecemos a eles... Nós não queremos que eles estraguem esta grande festa por meio de atos sem sentido e de intromissão."

O Catar, maior exportador mundial de gás liquefeito e sede da TV árabe por satélite Al Jazeera, teve papel crucial na aliança internacional que ajudou os rebeldes a derrubarem Gaddafi, em agosto.

O país nega que esteja interferindo nos assuntos de outros Estados e alega que usa seus recursos e influência para benefício de todos os árabes.

Shalgam diz ter discutido a questão com autoridades do Catar, incluindo o xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, que governa a nação, e seu primeiro-ministro.

(Reportagem de Souhail Karam)

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