Representantes europeus e ONU condenam onda de violência na Líbia

Chanceleres europeus e Ban Ki Moon deploraram Kadafi; Venezuela desmente acolher ditador

estadão.com.br

21 de fevereiro de 2011 | 15h46

Representantes de diversos países da comunidade internacional condenaram o aumento da violência na repressão às manifestações contra o governo líbio de Muamar Kadafi, há 41 anos no poder.

 

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, teve uma longa discussão com Kadafi nesta segunda-feira, na qual ele condenou a crescente violência no país. Ban disse ainda que isso "deve parar imediatamente", segundo um porta-voz da ONU.

 

 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy - que em 2007 organizou polêmica recepção de Kadafi na França - criticou firmemente o que chamou de "inaceitável uso da força" contra os manifestantes e pediu "uma solução política para responder às aspirações do povo líbio de liberdade e democracia". Silvio Berlisconi, chefe de governo da Itália, também disse ser inaceitável a violência contra a população civil.

 

Na mesma linha, o Conselho dos Chanceleres da União Europeia repudiou "a repressão contra os manifestantes na Líbia" e deplorou "a violência e a morte de civis". "O Conselho pede o fim imediato do uso da força contra os manifestantes e que todas as partes mostrem moderação. A liberdade de expressão e o direito de marchar pacificamente são direitos humanos e liberdades fundamentais que devem ser respeitadas". A Líbia, membro da Opep, é atualmente um dos principais fornecedores de petróleo aos países europeus, o que aumenta a preocupação com a estabilidade na região.

 

O ministro de Relações Exteriores do Reino Unido,William Hague, classificou como "deplorável e inaceitável" a situação na Líbia. Ele chamou o embaixador do país em Londres para comunicar a "condenação absoluta do uso de força letal contra os manifestantes".

 

Alexander Stubb, chanceler da Finlândia, fez uma clara crítica à resposta do governo de Kadafi para os protestos. "É dever das lideranças líbias ouvir seus cidadãos. E para ser honesto, ouvir o povo não quer dizer que você deva usar uma metralhadora". A Rússia também pediu o fim da violência no país.

 

O Departamento de Estado dos EUA alertou seus cidadãos presentes na Líbia a deixar o país e retirou alguns funcionários da sua embaixada. O órgão ainda emitiu um aviso de que "protestos, violência e saques são esperados durante os próximos dias" devido ao caos na capital.

 

Desmentido. O governo venezuelano desmentiu nesta segunda-feira que Kadafi esteja viajando em seu território e que haja algum tipo de contato com o ditador líbio para que ele seja asilado no país sul-americano. Mais cedo, o chanceler britânico havia sugerido que Kadafi pudesse ter abandonado a Líbia rumo ao país governado por Hugo Chávez.

 

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com AP, EFE, Reuters e AFP

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