Repressão na Síria deixa mais 25 mortos, dizem ativistas

Pelo menos 25 pessoas, incluindo 14 civis, foram mortos nesta quinta-feira na Síria, em meio à repressão contra os protestos pela renúncia do presidente Bashar al-Assad, segundo ativistas.

REUTERS

10 de novembro de 2011 | 16h53

Milhares de pessoas participaram dos cortejos fúnebres de 24 civis mortos na véspera, sendo oito deles em Damasco, em um dos mais sangrentos ataques contra os manifestantes na capital em sete meses de rebelião, disseram os ativistas.

"Vamos para o céu, mártires aos milhões", gritava uma multidão na localidade de Helfaya, perto de Hama, conforme mostrou um vídeo no YouTube. Esse cântico se tornou popular em outros países que passaram pela chamada Primavera Árabe.

Os 14 civis mortos nesta quinta-feira estavam em um protesto reprimido na cidade de Homs, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Cinco soldados foram mortos em emboscadas perto de Maarat al Numaan, cerca de 70 quilômetros ao sul de Alepo, e em áreas tribais e desérticas do leste, segundo o Observatório, que tem sede em Londres.

A Organização das Nações Unidas afirma que 3.500 pessoas já foram mortas na repressão aos protestos. As autoridades dizem que a violência é causada por "terroristas" armados, e que mais de 1.100 soldados e policias já morreram.

A Síria expulsou a maior parte da imprensa estrangeira, o que dificulta a confirmação dos relatos vindos de lá.

(Reportagem de Khaled Yacoub Oweis)

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