Repressão na Síria faz 700 mortos, diz entidade jurídica

As autoridades sírias mataram mais de 700 pessoas, prenderam milhares e bombardearam cidades indiscriminadamente durante a repressão militar à atual onda de protestos no país, disse a Comissão Internacional de Juristas (CIJ) na quinta-feira.

REUTERS

12 de maio de 2011 | 17h45

Segundo a entidade, que tem sede em Genebra e reúne advogados e juízes de todo o mundo, os ataques contra civis constituem crimes perante o direito internacional.

O grupo disse ter recebido relatos sobre a repressão vindos de advogados e ativistas de direitos humanos na Síria. O governo sírio impede atualmente os jornalistas de trabalharem no país, o que dificulta a confirmação dos relatos.

"Mais de 700 pessoas teriam sido ilegalmente assassinadas, e centenas foram submetidas a desaparições forçadas desde que as autoridades sírias iniciaram sua repressão em 15 de março em Deraa, Homs, Banias e outras cidades", informou a CIJ em nota.

"A CIJ continua recendo relatos críveis indicando que corpos foram deixados nas ruas durante dias, e que os feridos foram impedidos de terem acesso a instalações médicas. Além disso, várias pessoas que tentavam sair do país foram monitoradas e impedidas de fazê-lo por forças de segurança nas fronteiras."

Testemunhas disseram que as forças sírias ocuparam na quinta-feira mais duas cidades no sul do país, ampliando a repressão aos manifestantes contrários ao presidente Bashar al-Assad.

"O governo sírio está usando forças armadas e tanques para indiscriminadamente bombardear cidades", declarou Wilder Tayler, secretário-geral do CIJ.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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