Restrições argentinas a importações preocupam China

Em 17 de agosto o Governo argentino anunciou de forma repentina a aplicação de uma série de restrições à importação de produtos como pneus, têxteis, brinquedos, couro, sapatos, bicicletas e computadores

EFE

25 de agosto de 2007 | 04h03

O Ministério de Comércio da China anunciou a sua "grave preocupação" com as recentes restrições alfandegárias criadas pela Argentina para a entrada de produtos chineses de baixo custo, informou neste sábado o jornal oficial "China Daily". "É irracional e inaceitável que a Argentina tenha tomado essa decisão sem notificar previamente a China", disse o porta-voz ministerial em comunicado.   Em 17 de agosto o Governo argentino anunciou de forma repentina a aplicação de uma série de restrições à importação de produtos como pneus, têxteis, brinquedos, couro, sapatos, bicicletas e computadores. Na ocasião, deixou claro que a medida era destinada a conter os produtos chineses de baixo custo.   Nesta quarta-feira entrou também em vigor uma lista de 5 mil preços de referência tarifários. Os produtos importados abaixo dos valores terão que pagar impostos adicionais. Segundo a Alfândega argentina, a medida serve para evitar políticas desleais.   A decisão de aplicar as medidas aconteceu depois de as estatísticas do primeiro semestre de 2007 revelarem que, depois de anos de superávit na balança comercial com a China, graças a suas exportações de soja, a Argentina começava a ver o saldo se equilibrando. E poderia ficar em déficit ainda este ano.   Nos seis primeiros meses do ano as exportações argentinas aumentaram mais de 31%, até US$ 2,16 bilhões. As importações chegaram a US$ 1,998 bilhão.   "A Argentina impôs impedimentos ao acesso legal dos produtos chineses em desafio às normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que afeta os direitos da China" queixou-se o Ministério chinês.   O comércio entre Argentina e China no ano passado chegou a US$ 6,63 bilhões, segundo dados oficiais.

Tudo o que sabemos sobre:
ArgentinaChinarestrições

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.