Retirada israelense de Gaza é improvável nos 'próximos dias', diz ministro

Egípicos que estão atuando como mediadores entre Israel e o Hamas, disseram que as hostilidades poderiam ser suspensas

REUTERS

24 de julho de 2014 | 09h17

Um ministro de Israel disse nesta quinta-feira que não é iminente a retirada das tropas do país da Faixa de Gaza e que o Exército israelense continuaria a vasculhar o território palestino em busca de túneis que cruzam a fronteira, mesmo em meio a uma trégua humanitária.

Os egípicos que estão atuando como mediadores entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que domina a Faixa de Gaza, disseram que as hostilidades poderiam ser suspensas, talvez até o Eid al-Fitr - celebração religiosa dos muçulmanos, na semana que vem - para permitir que a ajuda chegue ao território e facilitar as conversações para um cessar-fogo permanente.

"Não vejo um cessar-fogo nos próximos dias pelo qual a IDF (Forças de Defesa de Israel) saiam", disse ao website noticioso Walla o ministro da Ciência e ex-chefe de segurança Yaakov Peri, acrescentando que as tropas precisam de mais tempo para concluir sua missão de destruir os túneis que cruzam a fronteira usados pelas guerrilhas de Gaza.

"Mesmo se houver uma trégua humanitária, nós vamos continuar a atacar os túneis", disse ele. "Posso dizer com conhecimento de causa que dois ou três dias não serão suficientes para concluir a destruição dos túneis."

(Por Dan Williams)

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