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Reunião de Netanyahu e Abbas foi um fracasso, diz imprensa

Jornais palestinos e israelenses criticaram falta de progresso e insistência nas condições de ambos os lados

Efe,

23 de setembro de 2009 | 10h37

As imprensas de Israel e da Palestina consideraram um fracasso o encontro da terça-feira, 23, entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, promovido pelo líder americano, Barack Obama, em Nova York, para tratar de um avanço na retomada das negociações de paz da região.

 

Os analistas não viram nenhum avanço para a paz com a reunião, a primeira entre os líderes palestino e israelense desde que Netanyahu chegou ao poder, em março deste ano.

 

"O encontro trilateral qualificado de farsa", afirma um artigo do jornal conservador israelense Jerusalem Post, que publica as críticas tanto da direita quanto da esquerda israelense. O diário cita o parlamentar trabalhista Ophir Pines-Paz, que tachou a reunião de "farsa vergonhosa", e disse que os dirigentes "colocam obstáculos ao processo (de paz) em vez de aproveitar uma oportunidade histórica".

 

O deputado da União Nacional, Michael Ben Ari, acusou Netanyahu de "humilhar Israel" ao "abaixar a cabeça em submissão a Obama".

 

Já o colunista Akiva Eldad, do jornal israelense Ha'aretz, argumenta que o chefe do Estado judeu, ao contrário de líderes do passado, pode se permitir voltar para casa de um encontro trilateral "com as mãos vazias" já que não corre o risco de ser afastado do cargo. "Até a opinião pública e a imprensa perderam há tempos o interesse e a fé nas negociações com os palestinos (assim como Síria e Líbano)", afirma o jornalista israelense.

 

Palestina

 

Do lado árabe, o jornal Al Quds publicou em seu editorial que o encontro de Nova York "não está baseado em resultados", e afirma que estes "são muito poucos, se não inexistentes". O jornal culpa "a insistência israelense de ampliar os assentamentos" na Cisjordânia pela falta de avanço para o reinício de negociações de paz.

 

Enquanto a ANP se esforça para cumprir os compromissos adquiridos no Mapa do Caminho (plano de paz de 2003), e especialmente os relativos à segurança, o governo de Israel "não fez nada para cumprir seus compromissos", afirma o editorial, que adverte que "as repercussões do comportamento israelense são perigosas".

 

Um jornal árabe de Londres com o mesmo nome foi mais duro em suas críticas e afirmou, após o encontro, que "Netanyahu governa a América (EUA)". Já o Al-Hayat, também com sede na capital britânica, qualifica diretamente de "fracasso" a iniciativa de Obama para fazer avançar a paz no Oriente Médio.

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