Revolta na Líbia chega à capital; mortos superam 200 no país

O líder da Líbia, Muammar Gaddafi, vai combater a revolta popular "até o último homem em pé", disse um dos filhos dele nesta segunda-feira, depois que oposicionistas realizaram pela primeira vez manifestações na capital, Trípoli, após dias de tumultos na cidade de Benghazi, no leste do país.

REUTERS

21 de fevereiro de 2011 | 07h24

Manifestantes antigoverno saíram às ruas de Trípoli, líderes tribais fizeram declarações contra Gaddafi e unidades do Exército desertaram para o lado da oposição, em uma revolta que já custou a vida de mais de 200 pessoas.

Um grande edifício público estava em chamas na capital nesta segunda-feira, informou um repórter da Reuters. O prédio é o local onde o Congresso Geral do Povo, ou Parlamento, se reúne em Trípoli..

Benghazi, onde dezenas de pessoas foram mortas desde que começaram os protestos na semana passada, após a prisão de um advogado defensor de direitos humanos, está sob controle dos moradores, segundo disseram alguns habitantes da cidade.

O filho de Gaddafi, Saif al-Islam Gaddafi, apareceu na TV numa tentativa de ameaçar os oposicionistas e acalmar os ânimos Ele disse que o Exército iria a qualquer preço restabelecer a ordem no país.

A Líbia vive uma das revoltas mais sangrentas no mundo árabe. desde a queda dos governos da Tunísia e do Egito.

(Reportagem de Tarek Amara e Christian Lowe; reportagem adicional de Brian Love e Daren Butler)

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