Revoltas na Líbia prejudicam produção de petróleo

A Wintershall, unidade de exploração de petróleo e gás natural da Basf, se preparava para interromper sua produção na Líbia e retirar os funcionários estrangeiros do país, no momento em que a violência se espalha no terceiro maior produtor africano de petróleo.

REUTERS

21 de fevereiro de 2011 | 11h20

Ao mesmo tempo, manifestantes antigoverno saíram às ruas da cidade de Ras Lanuf, sede de um uma refinaria de petróleo e de um complexo petroquímico da Líbia, informou o jornal líbio Quryna em seu website nesta segunda-feira.

Citando empregados do local, o jornal informou que estava sendo criado um comitê especial de trabalhadores e moradores locais para proteger as instalações.

A Wintersahll disse nesta segunda-feira que estava diminuindo sua produção de petróleo na Líbia, equivalente a 100 mil barris por dia. Empresas como a Royal Dutch Shell e a OMV anunciaram a retirada de seus funcionários estrangeiros.

A norueguesa Statoil, a austríaca OMV e a anglo-holandesa Shell também tomaram medidas depois que manifestantes contrários ao governo foram mortos em Benghazi e revoltas se espalharam para a capital Trípoli durante o final de semana e nesta segunda-feira.

A medida da Winterhall significaria uma queda considerável no fornecimento da Líbia, cujas exportações de petróleo se dirigem em sua maioria à Europa e cuja produção é de aproximadamente 1,6 milhão de bpd de petróleo bruto, o que coloca o país como o terceiro maior produtor africano -- depois da Nigéria e da Angola.

A maioria das operações de produção de petróleo da Líbia está localizada no leste do país e ao sul de Benghazi -- a segunda maior cidade do país, que na segunda-feira parecia escapar do controle das forças leais a Muammar Gaddafi.

A produção no campo de petróleo de Murza, administrada pela espanhola Repsol, não foi afetada por enquanto. As produções da Eni também não foram prejudicadas até o momento.

(Reportagem de Vera Eckert)

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