Rice chega a Israel na terça para reunir-se com Olmert e Abbas

Pauta do encontro é a criação de um documento que sirva de base para retomar as negociações de paz

EFE

16 de setembro de 2007 | 04h35

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegará na próxima terça-feira a Israel para se reunir com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Segundo o jornal "Ha'aretz", os dois governantes informarão à chefe da diplomacia americana seus progressos para criar um documento que sirva de base para retomar as negociações de paz entre ambas as partes, estagnadas desde 2001. Rice presidirá a conferência de paz convocada para a segunda metade de novembro pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na qual israelenses e palestinos devem apresentar este documento. O acordo ou "declaração de princípios" será redigido por representantes dos dois governantes, segundo acordaram durante uma reunião este mês. As partes já decidiram que um dos principais objetivos das negociações será o estabelecimento de um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, que segue sob controle dos islamitas do Hamas, que não foram convidados para a conferência. Segundo o divulgado esta semana simultaneamente pela rádio pública israelense e a agência Palestina Independente de notícias "Ma'an", Olmert está disposto a se retirar da Cisjordânia com a condição de que Abbas autorize uma troca de terras para que os grandes assentamentos judaicos possam permanecer sob soberania israelense. Além disso, as partes se comprometeriam a resolver o problema dos refugiados palestinos da primeira guerra árabe-israelense de 1948 e seus descendentes, e o estabelecimento da capital do futuro Estado palestino em Jerusalém Oriental. Tanto o Governo de Israel como a ANP desmentiram a existência desse suposto documento. O Conselho de Ministros israelense adiou qualquer decisão de libertar prisioneiros palestinos de prisões do Estado judeu, o que era esperado para este domingo em sua reunião semanal. Fontes do Poder Executivo alegaram que ainda não possuem uma lista completa de prisioneiros, todos do movimento nacionalista Fatah, e por isso a libertação não será debatida ainda. Olmert havia prometido a Abbas, líder do Fatah, a libertação de um número indeterminado de prisioneiros por ocasião das festividades muçulmanas do Ramadã, que começaram na quinta-feira passada.

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