Rice começa tour em Israel pedindo mais ajuda para Gaza

Secretária de Estado diz que EUA compartilham decisão israelense de declarar região 'território hostil'

Agências internacionais,

19 de setembro de 2007 | 17h36

Horas após Israel pressionar o Hamas declarando Gaza "território hostil", a Secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, desembarcou nesta quarta-feira, 19, em território israelense para cumprir sua agenda. O primeiro passo foi encontrar-se com a ministra do Exterior do país, Tzipi Livni.   Veja também: Palestino morre em incursão do exército israelense em Nablus Israel declara oficialmente Gaza como 'território inimigo' Rice afirmou, em entrevista coletiva com Livni, que "é preciso fazer todos os esforços para cobrir as necessidades humanitárias" da população da Faixa de Gaza. A declaração foi feita após uma reunião entre as duas, durante a visita da americana a Israel e aos territórios palestinos, preparatória para a conferência de paz para a região.   Perguntada se os Estados Unidos estavam de acordo com a decisão israelense de declarar a Faixa de Gaza como "território inimigo", o que pode representar um corte de fornecimento de energia à região, Rice disse que os dois países "compartilham a opinião de que é preciso fazer todos os esforços para cobrir as necessidades humanitárias".   A Secretária de Estado americana afirmou que "não é nenhum segredo que os Estados Unidos consideram o Hamas (que controla Gaza) uma organização terrorista", argumento utilizado por Israel para declarar a região como "território inimigo".   Rice acrescentou que "também para nós (governo americano) Gaza é uma entidade hostil".   Segundo meios locais, tal declaração sobre Gaza pode significar a imposição de medidas de castigo que poderiam afetar os serviços de eletricidade, combustível e outras provisões que Israel vende a área, onde vivem um milhão e meio de pessoas.   Em uma primeira reação à declaração, o porta-voz oficial do Hamas, Sami Abu Zuhri, qualificou de "castigo coletivo ao povo palestino" a decisão de Israel, anunciada em paralelo ao início da visita de Rice a fim de preparar a conferência de paz para a região, convocada pelo presidente americano, George W. Bush.   Agenda   A agenda de Rice ainda se estende pelas próximas 24 horas, na qual discutirá com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, o estado de suas negociações para a conferência de paz prevista para novembro.   A conferência, convocada por Bush em julho, por enquanto não tem data nem lugar marcados, mas tudo indica que será realizada na segunda quinzena de novembro, em Washington.   Um encontro com ministro da Defesa, Ehud Barak, também está marcado, a quem mostrará seu plano para retirar 24 barreiras militares da Cisjordânia ocupada, informa o jornal Haaretz.   Rice se reunirá também com o vice-primeiro-ministro israelense, Haim Ramon, e com o chefe da oposição, Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, da direita nacionalista.   Na quinta, será a vez dos diálogos com os palestinos. A secretária de Estado americana vai conversar com Abbas e o primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad, na cidade de Ramala, na Cisjordânia, antes de voltar para os EUA.   Olmert e Abbas, que se encontraram três vezes desde agosto, designaram equipes para redigir "uma declaração conjunta". Mas elas ainda não se reuniram, aparentemente por causa de graves divergências sobre o conteúdo do documento a ser apresentado na conferência de paz.   A secretária de Estado americana também se encontrará com o general Keith Dayton, coordenador dos EUA para assuntos de segurança. Ele coopera com a ANP na reforma de suas forças de segurança.

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