Rice diz que é hora do estabelecimento do Estado Palestino

Secretária de Estado dos EUA tenta acabar com divergências antes da Conferência da Paz em novembro

Reuters e Associated Press,

15 de outubro de 2007 | 10h15

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, reuniu-se nesta segunda-feira, 15, com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para tentar resolver as diferenças em relação a Israel a respeito da futura conferência de paz, que será promovida pelos Estados Unidos para a região em novembro.   Em entrevista coletiva concedida ao lado de Abbas, Rice assegurou que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, decidiu que a busca por uma solução "é uma das mais altas prioridades de seu governo".   Declarações de autoridades israelenses e palestinas após o início dos quatro dias de visita de Rice à região, no domingo, sinalizam que ainda existem grandes divergências sobre um documento comum que estabeleceria os parâmetros para o encontro.   Rice alertou para que não se espere algum grande avanço no documento após sua visita, mas disse acreditar que voltará ao Oriente Médio antes da conferência de paz.   Segundo ela, a conferência de paz que os EUA pretendem promover precisa ser séria e substancial. "Francamente, nós temos coisa melhor a fazer do que convidar pessoas para irem a Annapolis apenas para uma fotografia oficial", disse ela, referindo-se à cidade do Estado americano de Maryland onde a Casa Branca pretende realizar a conferência.   Num sinal da rígida segurança que cerca a visita de Rice, a comitiva da secretária de segurança passou cerca de 20 minutos parada no curto trajeto entre Jerusalém e Ramala para que agentes examinassem um veículo suspeito, que se revelou inofensivo.   Abbas e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, que encontrou Rice no domingo, esperam que a conferência sirva como ponto de partida para as negociações sobre a criação de um Estado palestino. Porém, Olmert quer tratar apenas em termos gerais das questões mais polêmicas, como a definição das fronteiras, o futuro de Jerusalém Oriental e o destino de milhões de refugiados palestinos.   A visão palestina é bem diferente da israelense. Abbas defende a formulação de um documento conjunto com Israel que pelo menos estabeleça as bases para a busca de uma solução para os temas mais espinhosos do conflito. Ele ainda quer um cronograma para lidar com as chamadas questões "do status final". Olmert rejeita a adoção de prazos.   Uma ala direitista do governo israelense critica a retomada do diálogo com os palestinos, e Abbas está enfraquecido pela perda da Faixa de Gaza para o grupo islâmico Hamas, em junho.   "O sucesso dos esforços de Rice exige alcançar uma declaração clara que inclua as questões do status final, além de parar os projetos de assentamentos que se destinam a isolar Jerusalém e dividir a Cisjordânia", disse Nabil Abu Rdainah, assessor de Abbas, no domingo.

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