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Rice diz que ofensiva israelense em Gaza é 'legítima defesa'

Secretária de Estado dos EUA pede apenas que Israel evite a morte de civis em sua retaliação ao Hamas

Efe,

04 de março de 2008 | 09h17

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta terça-feira, 4, no Cairo que os ataques militares israelenses contra a Faixa de Gaza são "em defesa legítima" pelo assassinato de "vítimas israelenses inocentes". Em entrevista coletiva conjunta com o ministro de Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit, Rice pediu aos palestinos da Faixa de Gaza que parem de lançar foguetes contra as cidades fronteiriças do sul de Israel.  "A continuidade dos foguetes provocou a reação de Israel", disse Rice, depois de se reunir com Gheit, com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e com o chefe dos serviços secretos do Egito, Omar Suleiman. Rice disse que "os ataques contra civis israelenses inocentes em Ashkelon e Sderot (no sul de Israel) deveriam parar", mas também indicou que, em sua conversa com Mubarak, expressou sua preocupação com a situação dos civis na Faixa de Gaza. Nesse sentido, Rice pediu ao Estado judeu que tente não causar vítimas civis durante os ataques a esse território palestino. Além disso, a secretária responsabilizou o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, pela situação atual, o acusou de receber armas do Irã, e manifestou o apoio americano ao Fatah, liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. O chanceler egípcio também pediu o fim do lançamento de foguetes a partir da Faixa de Gaza, a fim de criar um ambiente para "um cessar-fogo", e criticou o que chamou de "uso excessivo do poder por parte de Israel". "Este assassinato cego e o uso excessivo do poder (por parte de Israel) deve parar", pediu Gheit, acrescentando que agora há esforços para "acalmar" a situação, a fim de alcançar uma trégua. Para Rice, tanto palestinos quanto israelenses fracassaram na aplicação do Mapa do Caminho, que pedia o desarmamento das milícias palestinas e o fim da expansão dos assentamentos judaicos. "Vou dizer às duas partes que têm que aplicar o Mapa de Caminho para restabelecer o processo de paz, porque a única solução para trazer a paz aos palestinos está na criação de um Estado palestino independente", disse. Crise política libanesa Sobre o Líbano, Rice defendeu o envio de navios americanos, o destróier USS Cole e dois navios cisterna, ao litoral libanês na sexta-feira passada. "Este passo foi delineado para enfatizar que os EUA são capazes de defender seus interesses vitais e os interesses de seus amigos na região", disse a secretária de Estado. Rice insistiu nos direitos do povo libanês "de exercer seu direito constitucional na escolha de um presidente de forma livre, após décadas de dominação estrangeira", em referência à Síria, que se retirou do Líbano em 2005. O Egito é a primeira escala de uma breve viagem de Rice pelo Oriente Médio, que a levará também a Israel e a Ramala, para tentar salvar o processo de paz entre palestinos e israelenses. De lá, a secretária partiu para Israel, onde desembarcou nesta terça. Inverno Quente Segundo a BBC, as tropas israelenses encerraram a operação chamada "Inverno Quente" na madrugada de segunda e se retiraram do campo de refugiados de Jebalia e do bairro de Sajaya, no norte da Faixa de Gaza. De acordo com o Exército israelense o objetivo da operação foi impedir o lançamento de foguetes de militantes palestinos contra o sul de Israel. Desde a última quarta feira militantes palestinos, principalmente do Hamas, lançaram mais de 150 foguetes que atingiram as cidades de Sderot e Ashkelon e outros vilarejos nos arredores. A cidade de Ashkelon, que fica a 17 quilômetros da Faixa de Gaza, foi atingida por um novo tipo de foguetes, o Grad, de maior alcance e maior poder de destruição. A inclusão de 120 mil habitantes de Ashkelon no alcance dos foguetes despertou um clima de pânico na população do sul do país e uma grande preocupação entre as autoridades israelenses, que não conseguiram por um fim ao lançamento de foguetes contra a cidade de Sderot, que tem apenas 20 mil habitantes e vem sendo alvo de mísseis menos menos potentes há sete anos. As tropas que entraram na Faixa de Gaza, acompanhadas pela Força Aérea e por tanques, destruíram o gabinete do líder do Hamas Ismail Haniyeh e bombardearam delegacias das forças de segurança do Hamas.

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