Ritmo de produção nuclear do Irã diminui, afirmam diplomatas

O Irã parece ter feito pouco progresso nadireção de enriquecer quantidades significativas de urânioneste verão, mas não está claro se o fato deve-se a problemastécnicos ou ao temor das sanções mais duras da Organização dasNações Unidas, dizem diplomatas. "Pode ser técnico, pode ser político, pode ser ambos. Temosque entender as razões", disse um diplomata próximo dasinspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nocomplexo subterrâneo da República Islâmica em Natanz. "Mas eles estão aparentemente longe (de produzircombustível nuclear em quantidades suficientes para uso)",disse ele antes da publicação do relatório detalhado da AIEAsobre o Irã, prevista para quarta-feira, que será usado porseis potências mundiais como guia para suas próximas decisõesou sanções. Junto com o ritmo lento de enriquecimento há um novo pactoiraniano com a AIEA para resolver em fases, que vão até o finaldeste ano, questões sobre suas atividades nucleares. Paísesocidentais suspeitam da existência de tentativa de fabricaçãoilícita de bombas atômicas. Mas Teerã nega o ritmo lento e afirma que o trabalho estáprogredindo normalmente e sem parar, rejeitando os pedidos daAIEA pela suspensão da expansão além da atividade atual, a fimde reativar as negociações sobre uma solução pacífica para acrise. Washington afirma que a recusa do Irã em suspender oenriquecimento significa que as grandes potências farãoconsultas sobre sanções mais duras. Estima-se que o Irã tenha 3.000 centrífugas -- máquinas quepodem enriquecer urânio para a geração de eletricidade ou parauso em bombas --, número suficiente para a produção decombustível nuclear em "escala industrial".

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