Rivais de Olmert brigam para liderar Israel

Os rivais do primeiro-ministroisraelense, Ehud Olmert, disputavam a liderança do país nestaquinta-feira, após o premiê decidir renunciar. No entanto,assessores afirmam que ele pode permanecer no cargo tempo obastante para fechar um acordo para a formação de um Estadopalestino. Abalado por escândalos de corrupção, Olmert jogou apolítica israelense em turbulência na quarta-feira ao anunciarque deixará o cargo após 17 de setembro, quando seu partido, ocentrista Kadima, deve escolher um novo líder. Mas isso pode fazer com que seu sucessor leve meses paraconseguir formar uma nova coalizão, deixando Olmert no papel deprimeiro-ministro interino, possivelmente até o ano que vem,caso novas eleições, defendidas pela oposição de direita, sejamconvocadas. Uma autoridade próxima a Olmert, que falou na condição deanonimato, disse que o premiê pretende chegar a um acordo com opresidente palestino, Mahmoud Abbas, "antes de sair", seja noseu papel atual ou como interino. Analistas, no entanto, duvidam que Olmert terá amusculatura política necessária para fechar compromissos, sejameles relativos a negociações finais com os palestinos, ou nasatuais conversas com a Síria mediadas pela Turquia. Quatro ministros do Kadima, incluindo a responsável pelapasta do Exterior, Tzipi Livni, e o comandante da área deTransportes, Shaul Mofaz, lançaram campanhas para substituir opremiê na votação de 17 de setembro. As pesquisas dentro do Kadima mostram Livni, chefe dasnegociações com os palestinos, liderando na preferência dosintegrantes da legenda. (Reportagem adicional de Allyn Fisher-Ilan)

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