Rivais libaneses chegam a acordo para encerrar crise

Líderes rivais libaneses chegaram namadrugada de quarta-feira a um acordo para encerrar 18 meses deconflito político que quase provocaram uma guerra civil. Representantes do governo, que tem apoio dos EUA, e dopartido Hezbollah, apoiado pelo Irã, disseram à Reuters que asdisputas sobre a nova lei eleitoral e sobre um novo gabineteforam resolvidas ao longo dos seis dias de discussões sobmediação árabe no Qatar. "O acordo foi feito. O texto está escrito", disse umdelegado da oposição. O anúncio oficial deve ser feito às 10h(3h em Brasília), segundo ele. Uma fonte da coalizão governista também confirmou o acordo,que cede à antiga reivindicação da oposição de poder de veto nogabinete. Neste mês o Hezbollah usou a força para expulsar seguidoresdo governo de algumas áreas, em incidentes que deixaram 81mortos. Foi a pior crise no país desde a guerra civil de1975-90, exacerbando as tensões entre os muçulmanos xiitas(simpáticos ao Hezbollah) e os muçulmanos drusos e sunitas (queapóiam o governo). O acordo permitirá que o Parlamento finalmente eleja ogeneral Michel Suleiman como presidente, cargo vago desde o fimdo mandato de Émile Lahoud, em novembro, já que não haviaacordo sobre a sucessão. Delegados disseram que a votação podeocorrer já na quinta-feira. Pelo acordo, as partes também se comprometem a não usar aviolência nas disputas políticas, repetindo um parágrafo noacordo que havia suspendido os combates. (Reportagem adicional de Tom Perry, em Beirute)

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