Rivais libaneses vão ao Qatar para negociar fim de crise

Líderes rivais libaneses viajam nasexta-feira ao Qatar, onde devem discutir formas de encerrar acrise política em que o Líbano está mergulhado há 18 meses,sendo que desde novembro o país não tem presidente. Uma missão da Liga Árabe já conseguiu na quinta-feiraencerrar os combates entre os seguidores do governo, que temapoio ocidental, e os simpatizantes do grupo xiita Hezbollah,que é da oposição e tem apoio do Irã e da Síria. Como parte desse acordo, os partidos envolvidos aceitam sereunir em Doha, capital do Qatar. Mas fontes políticas disseramna sexta-feira à Reuters que qualquer discussão substancialdeve ficar para o sábado. A Síria, acusada pelos EUA de ser parte da crise, disseapoiar a iniciativa árabe. "Este passo pode ser uma chance real de salvar o Líbano dosperigos que o ameaçam", disse o chanceler sírio, Walid AlMoualem, ao jornal libanês As Safir. "Estamos absolutamente aolado da iniciativa." Na semana passada, o braço armado do Hezbollah expulsouseus adversários sunitas e drusos de várias partes de Beirute earredores, nos piores confrontos desde o fim da guerra civil(1975-90), com um saldo de 81 mortos. O grupo xiita se rebelou depois de o governo decidirdestruir a rede de comunicações do Hezbollah e demitir um chefede segurança do aeroporto de Beirute, que era ligado ao grupo.Depois, diante da reação, o governo recuou.

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