Rússia diz que ataques do Ocidente mataram civis na Líbia

A Rússia pediu neste domingo ao Reino Unido, França e Estados Unidos para interromper os ataques aéreos contra o que chamou de alvos não militares na Líbia, argumentando que as ações haviam causado baixas civis.

REUTERS

20 de março de 2011 | 14h57

"Fazemos um chamado a todos os países envolvidos para que interrompam o uso de força não seletivo", afirmou o porta-voz da diplomacia russa Alexander Lukashevich, em comunicado.

Segundo ele, há registro de 48 civis mortos e 150 feridos durante os ataques aéreos. Os números batem com os fornecidos anteriormente pela TV estatal líbia. O porta-voz russo afirmou que os ataques destruíram instalações médicas, estradas e pontes.

As forças ocidentais disseram ter atingido somente alvos militares, como defesas aéreas e tanques que ameaçavam a cidade de Benghazi.

"Acreditamos que o mandato dado pelas Nações Unidas, polêmico em si, não deve ser usado para atingir objetivos fora dos estipulados, os necessários para proteger a população civil", declarou o porta-voz russo.

A Rússia se absteve durante a votação do Conselho de Segurança que autorizou a intervenção militar na Líbia.

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