Rússia diz que Síria não usa armas químicas e acusações são 'fabricadas'

Alegações de que forças do governo sírio usaram tóxicos químicos são falsas, disse a Rússia nesta sexta-feira, acrescentando que os adversários do presidente sírio, Bashar al-Assad, estão fabricando tais acusações para provocar uma intervenção militar estrangeira.

Reuters

25 de abril de 2014 | 12h34

"Acusações contra forças do governo de supostos casos de uso de químicos venenosos continuam a ser fabricadas", disse o Ministério das Relações Exteriores russo, em aparente referência a relatos sobre o uso de ataques com gás cloro.

"A mais recente histeria química anti-Síria faz pensar sobre os verdadeiros objetivos de seus propagadores, que não pararam suas tentativas de encontrar um pretexto para a intervenção militar na Síria", acrescentou o ministério, em comunicado.

A Rússia tem dado apoio crucial a Assad durante a guerra civil na Síria. O governo russo defendeu o regime sírio quando este negou ser responsável por um ataque devastador com gás sarin em agosto do ano passado, mas também participou de um acordo internacional para levar a Síria a abandonar seu arsenal de armas químicas, numa medida para evitar um possível ataque dos Estados Unidos.

(Por Steve Gutterman)

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