Rússia: ONU deve desempenhar principal papel na Líbia pós-guerra

A Organização das Nações Unidas deve desempenhar um papel central nos esforços internacionais para ajudar a reconstruir a Líbia quando a guerra entre os partidários de Muammar Gaddafi e os rebeldes acabar, disse a Rússia na quinta-feira.

STEVE GUTTERMAN, REUTERS

25 de agosto de 2011 | 11h47

"Partimos da posição de que o trabalho no desenvolvimento da Líbia pós-conflito deve ser feito exclusivamente sob o mandato do Conselho de Segurança da ONU", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich, em uma coletiva de imprensa.

Tanto a Rússia quanto a China enfatizam que o conselho, e não nações ocidentais ou alianças como a Otan, deve ter o papel principal em questões de segurança.

Lukashevich criticou o "grupo de contato" liderado pelo Ocidente, que inclui os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França e apoiou os rebeldes, que teve ajuda dos bombardeios de países da Otan.

"Acreditamos que o papel das Nações Unidas e do Conselho de Segurança na resolução política do conflito líbio é central, e não o de quase-estruturas como o grupo de contato internacional", disse.

A Rússia parece preocupada porque as nações ocidentais que apoiaram os rebeldes líbios podem ter maior influência no país norte-africano produtor de petróleo quando o conflito terminar.

Moscou não seguiu os Estados Unidos e a União Europeia no reconhecimento do Conselho Nacional de Transição como o governo legítimo da Líbia.

Rússia e China permitiram a intervenção militar ocidental na Líbia ao se absterem em uma votação sobre a resolução no Conselho de Segurança em março, mas Moscou acusou as forças da Otan de ultrapassar seu mandado para proteger os civis ao lançar ataques aéreos.

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